Repo Men | Chiclete na Poltrona
jul 29 2010

Repo Men – Os Coletores

por Marcos Costa

Aproveitando o embalo da composição (?) da minha monografia – que não faço ideia de quando ficará pronta – vos trago mais um filme aqui no Chiclete.

Repo Men

O post de hoje é sobre Repo Men (mesmo nome no original). Dirigido por Miguel Sapochnik, que eu não conhecia até então, o filme traz um tema bem interessante. Em um futuro próximo (ok, 2056 não está tão próximo assim) uma empresa chamada “The Union” possui tecnologia para criar qualquer órgão do corpo humano. O problema é que, aproveitando-se do desespero dos clientes para continuar vivendo, ela os vende a preços exorbitantes e juros mais ridículos ainda.  O cliente então assina sem pensar duas vezes. Bom, aí é que vem a pegadinha. Geralmente os compradores não conseguem pagar em dia as gordas parcelas da sua vida, então a empresa simplesmente manda uns caras atrás deles para pegar o órgão de volta. Simples assim. Os coletores (repo men no filme) são responsáveis pelo trabalho sujo e abordam o inadimplente em qualquer lugar, fazendo todo o processo no mesmo local. Remy (Jude Law - Sherlock HolmesO Mundo Imaginário de dr. Parnassus e, só para citar, o sensacional Círculo de Fogo) e seu parceiro Jake (Forest Whitaker - O Último Rei da Escócia, a série The Shield, entre outros) são dois desses coletores e, para eles, fazer isso é completamente normal. Até que…

Repo Men

Mecânicos voltam do trabalho sujos de graxa, já os repo men...

Sim, acontece algo com Remy, que vai passar a precisar de um desses órgãos artificiais. Um coração para ser mais exato. Então ele passa de caçador a caça. É, a base da história é bem manjada (a mesma de Avatar e muitos outros), mas a ambientação e os assuntos abordados que fazem a diferença desse filme. Primeiro vem o abuso da The Union ao oferecer serviços desse tipo por um preço tão alto, aproveitando-se da necessidade dos clientes. Não importa se você não consegue pagar, o importante é comprar e dar dinheiro à empresa. Vemos isso todos os dias, infelizmente. Seja pra comprar um sapato na lojinha do centro ou para fazer um financiamento no banco pr’aquela casa própria que você tanto deseja. Nas palavras do melhor coletor da empresa:

Não pode pagar pelo seu carro, o banco toma de volta. Não pode pagar pela sua casa, o banco toma de volta. Não pode pagar pelo seu fígado… Bem, é aí que eu entro.

Remy acaba eventualmente tornando-se um dos integrantes da lista negra da empresa e parte em fuga. É aquela velha situação, ninguém liga para certos problemas que existem na sociedade. Você simplesmente os ignora. Até eles passam a ser os seus problemas também…

Bom, mas o que seria de um filme como esse sem um pequeno romance? Pois é.. Durante a fuga Remy acaba encontrando Beth (interpretada por Alice Braga, aquela brasileira que fez Eu Sou A Lenda ao lado de Will Smith), que também está endividada com a empresa. Ela possui uma característica bem interessante, que eu não contarei aqui para não soltar spoiler. Juntos eles partem em uma missão suicida para acabar com toda essa putaria malandragem.

Repo Men

Um filme musical de rock (?²) chamado Repo! The Genetic Opera, (do diretor Darren Lynn Bousman, responsável por Jogos Mortais 2, 3 e 4 5 meia 7 8) lançado há dois anos, vejam bem, possui praticamente a mesma história. Incluindo o ano em que se passa toda a história e até o nome Repo Men dado aos coletores.  Entretanto, os responsáveis pelo mais recente dizem que o filme foi baseado em um livro chamado Repossession Mambo que só foi publicado em 2009. Hipocrisia? Boa pergunta.

Ah, e estejam avisados: o filme é sangrento. Não exageradamente sangrento como Jogos Mortais, mas tem bastante sangue, às vezes desnecessário, diga-se de passagem.

Enfim, o filme nos direciona ao pensamento de que vai ter um finalzinho como outro qualquer. Confesso que nos últimos minutos fui desanimando ao ver o rumo que o filme estava tomando. Então uma surpresa. Me pegou em cheio e aumentou a quantidade de chicletinhos no final deste post.

Informações

Nome Original: Repo Men
Data de Lançamento: 19 de Março de 2010
Direção: Miguel Sapochnik
Duração: 111 minutos.
Grude: ★★★★☆

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