Mark Ruffalo | Chiclete na Poltrona
abr 25 2011

[Resenha] Minha Vida Sem Mim

por Bruno Pedrassani

Até onde é possível ser feliz vivendo em um trailer, no quintal da casa da mãe que pensa que você é um fracasso, um marido desempregado, um pai preso e que não encontra há 10 anos e duas filhas pra criar? Sinceramente, não tenho idéia. Mas para Ann(vivida por Sarah Polley), a vida não parecia ruim.

Trabalhando no período da noite em uma faculdade que nunca poderia pagar, Ann se mostra relativamente feliz com sua vida medíocre. E no final das contas, uma vida não é tão medíocre quando se ama o que tem, mesmo que seja quase nada. Pobreza é um estado de espírito. A felicidade esplêndidamente e sutilmente retratada nos momentos iniciais do filme é de causar inveja.

Só que quando a coisa se trata de saúde, bem, as cartas caem da mesa e as pedras saem do lugar.

Depois de sofrer um colapso, Ann vai fazer exames de rotina e descobre que tem câncer nos ovários. Previsão: 2 meses de vida.

Esse é um momento crucial na vida de qualquer pessoa. Como diz minha avó, o importante é ter saúde, o resto a gente conquista. Só que quando não se tem saúde, o que fazemos?

A partir desse momento, Ann começa a refletir sobre sua vida, sobre sua condição, sobre tudo o que vai acontecer com sua vida depois que ela não estiver mais ali. A vida dela, sem ela. Minha Vida Sem Mim. Assim, ela decide fazer uma lista de coisas a fazer antes de morrer e, o mais importante, ela decide não contar a ninguém sobre seu problema.

Tenho que dizer aqui: esse não é um filme rápido. O desenvolvimento é devagar, mas é profundo. O filme não corre pra te mostrar o final – que você já sabe, ela vai morrer – mas sim, ele te carrega sobre a nova perspectiva de vida de Ann, que percebe que sua vida era um nada. Ela de fato parecia feliz, mas justamente porque nunca teve tempo de pensar em felicidade. Tendo se casado com o primeiro cara que beijou, grávida adolescente, ela nunca conseguiu pensar muito nos rumos que sua vida tomou.

Esse é um filme extremamente sensível, e a atuação de Sarah Polley é impecável. Mas não é pra qualquer um assistir, e mesmo os que se candidatam, não é pra qualquer dia. Eu mesmo demorei muito, muito tempo pra assistí-lo, que foi indicação de uma queridíssima amiga carioca, a Bruninha. Não é um filme bonitinho, não é um romancezinho, não é um blockbuster. É um filme sobre a vida, sobre o que fazemos dela e as decisões que tomamos.

Informações Técnicas:

Título Original: My Life Without Me

Título no Brasil: Minha Vida Sem Mim <- (olha que maravilha, não fizeram lambança na tradução)

Direção: Isabel Coixet

Gênero: Drama

Duração: 106 minutos

Ano de Lançamento: 2003

Origem: Espanha / Canadá

Grude: ★★★★☆

 

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fev 15 2011

Minhas mães e meu Pai

por Ricardo Lopes

Concorrendo a estatueta de Melhor Filme no Oscar 2011, venho lhes resenhar sobre ‘Minhas Mães e meu Pai’.

Acabo de assistir a este filme e posso lhes garantir uma coisa: a história está longe de ser comum. Apesar do “mix”  drama/romance/comédia em torno dos personagens que geralmente estamos acostumados a ver, ‘Minhas Mães e meu Pai” trás algo diferente afinal não é todo dia que se encontra um casal de lésbicas com dois filhos adolescentes concebidos através de inseminação artificial né? Pois então… O filme conta a história de dois adolescentes com mães lésbicas, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson). Ao completar 18 anos, Joni ajuda seu irmão mais novo a encontrar quem seria o suposto doador do sémen que teria dado vida a eles. Incrivelmente fácil eles acham o suposto “pai”. Digo “pai” assim mesmo porque cá pra nós, não da pra chamar o cara de pai por ele ter doado sémen né? Tanto que em momento algum vocês verão a palavra pai. Ao conhecer a família das crianças, o “pai” entra em conflitos com o que estava acostumado a viver e passa a ter fortes sentimentos por toda a família, o que acaba gerando felicidade em uns, tristeza/medo em outros.

Além de toda a complexidade da situação, o filme ainda trás aquela velha história  do filho saindo de casa e indo pra faculdade… O que é bem comum nos filmes  e parece até que todo mundo vem do interior pra estudar e as faculdades SÓ tem gente do interior. (hehe impressionante) Tinha que ter um clichê, normal.

Além de Melhor Filme, ‘Minhas Mães e meu Pai’ recebeu indicação em Melhor Atriz com Annette Bening (interpretando Nic, o macho da relação) , Melhor Ator Coadjuvante com Mark Ruffalo (o “pai”) e Melhor Roteiro Original. Concordo com as indicações, foram bem em seus papéis e gostei da atuação dos dois. Principalmente da Annette Bening, que nos faz sentir o drama do filme. Não preciso nem comentar roteiro original né? Como disse, nunca tinha visto nenhum filme parecido.

É um ótimo filme, esse vale a pena conferir.

Veja um pouco no trailer:

Algumas informações:

Título Original: The Kids Are All Right

Título no Brasil: Minhas Mães e meu Pai

Direção: Lisa Cholodenko

Gênero: Comédia Dramática?

Duração: 106 minutos

Ano de Lançamento: 2010

Grude: ★★★★☆

Veja aqui a lista completa dos indicados ao Oscar de 2011.

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jul 27 2010

Os Vingadores e a besteira da Marvel

por Bruno Pedrassani

Pois então que o filme d’Os Vingadores está pra sair em 2012. Pois então que depois do tremendo sucesso do Homem de Ferro 1 e 2, já deve estar em pré-produção o Homem de Ferro 3(entrada no IMDB tem pelo menos). Pois então que os filmes baseados no universo Marvel estão cada vez melhores. Pois então que vem aí Thor e Capitão América em 2011. Pois então que cansei de dar nomes e links do imdb.

Tudo isso parece muito bom, muito bem. Há trailers soltos aí pela interwebs de todos(ou quase) os filmes, é só dar uma procurada nos iutúbius da vida que você acha.

Poster fan-made bacanudo chupinhado do mega-boga Jovem Nerd

Com toda essa informação, pergunto:

POR QUE RAIOS VÃO MUDAR DE NOVO O ATOR DO HULK? (em negrito e capitalizado pra vocês perceberem a revolta)

Está certo que o Hulk(olha outro link pro IMDB!) vivido por Eric Bana nos cinemas foi uma porcaria(pior que nem foi culpa dele, o ator é bom, o filme é que não ajudou). Mas o segundo Hulk(segundo porque estou falando dos novos somente, OK trolls?), vivido por Edward Norton, foi razoavelmente bom. OK, não foi aquele estouro como o Homem de Ferro, mas foi bom.

O que a Marvel alegou foi que Norton não estava “alinhado com o espírito criativo da equipe”, mas o agente do ator publicou uma nota dizendo que estavam em negociação para o filme d’Os Vingadores, e que Norton estava empolgado com o projeto, que iria pra Comic-Con, mas estavam vendo os valores(afinal, isso é negociação né?). Num belo dia a Marvel entrou em contato dizendo que iriam tomar outro rumo com o projeto, deixando Norton de fora.

Obviamente todos acharam que Norton não vai viver Hulk novamente por uma questão financeira. A declaração via Facebook do ator(pegadinha, não é um link pro Facebook não) não mudou em nada a situação, na qual ele somente disse que estava feliz por ter participado do projeto e blábláblá.

Está certo que com um elenco contanto contando com Robert Downey Jr(Tony Stark), Samuel L. Jackson(Nick Fury), Scarlett Johansson(Viúva Negra) e não sei mais quem tanto, já sai está saindo caro. Mas o Hulk foi o personagem que já teve mudança de ator, já sofre com crise de personalidade(arrá!), o mínimo que deveriam fazer é manter o Edward Norton, que é um puta ator, no papel.

OK, serei mais justo. Foi anunciado na Comic-Con que o ator de Hulk será Mark Ruffalo. Eu gosto do Ruffalo, tem bons filmes, bons papéis, mas o problema não é o ator novo escolhido, é simplesmente a falta de noção da Marvel em trocar de ator novamente. Bullshit!

EDIT: valeu ao Vinícius por indicar os erros ali em cima ó

Fontes: [Elenco completo no Cinema com Rapadura] [Revista Monet para o anúncio de Ruffalo e Edward Norton]

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