[Resenha] Contágio
Já mando de largada: venderam-me o filme errado.
Quando vi trailers e pessoas comentando o filme, pensei que se tratava de um filme apocalíptico no estilo o-mundo-está-acabando-todos-vão-morrer-soccorro-ai-meu-juvenal-antena-sai-de-mim-que-é-praga-capeta!
Só que não é isso. Não sei se eu me enganei-me a mim mesmo com o trailer, ou se realmente me venderam o filme errado – você pode ver os cartazes de divulgação com frases de efeito e bordas esbranquiçadas – mas Contágio não é tão apocalíptico assim, apesar de tratar de uma doença extremamente fatal(e pelos reviews internacionais que vi, não venderam assim só por aqui não).
Não Fale Com Ninguém
Não Toque Em Ninguém
Você começa acompanhando Beth Emhoff(Gwyneth Paltrow) voltando de Hong Kong pros Estados Unidos, depois de uma viagem a negócios. Ao chegar nos EUA, ela está indisposta, com febre e parece ter uma gripe ou infecção qualquer. Seu marido, Mitch Emhoff(Matt Damon) também acha que é uma gripe ou afim, até que Beth tem uma convulsão, é levada ao hospital e morre logo depois. Aqui temos uma das melhores cenas, que é a conversa do médico de Beth e Mitch.
Pouco depois da morte de Beth, o filho dela morre(Beth e Mitch são casados mas com filhos de outros relacionamentos). De alguma maneira Mitch parece imune à infecção…
E aí vamos pra outro local. E depois outro. Uma característica que gostei no filme é que não há um protagonista, a humanidade é protagonista contra um vírus altamente mutante e infeccioso.
Temos Dr. Ellis Cheever(Laurence Fishburne com um bigode de respeito) trabalhando no CDC(Centro de Controle e Prevenção de Doeças), tentando descobrir padrões com sua agente de campo, Dra. Erin Mears(Kate Winslet), em que cogitam a possibilidade de a infecção ser uma bioarma.
Temos professor Ian Sussman(Elliot Gould) violando ordens do CDC através de Dra. Ally Hextall(Jennifer Ehle), de destruir as amostras que tinha do vírus porque eles nem sequer conseguiam fazer uma cultura do vírus pra tentar criar uma vacina.
Paralelamente ainda temos Dra. Leonora Orantes(a bela Marion Cotillard) sendo enviada para Hong Kong para tentar descobrir de onde veio o vírus, e, pra finalizar, temos um blogueiro sensacionalista e teórico da conspiração, Alan Krumwiede(Jude Law) que diz que o governo esconde tudo, que já tem a cura, que é tudo culpa dos laboratórios de farmácia, aquela balela de sempre, mas muito bem construído.
Personagens até que bem desenvolvidos e atuações sólidas, sem destaque a ninguém. Também, com um elenco desses, fica difícil deixar um se sobressair.
No final das contas, Soderbergh fez um thriller que me lembrou muito o Ensaio Sobre a Cegueira(dirigido por Fernando Meirelles, baseado em obra homônima de Saramago), em que uma doença causa o terror, e o terror de não saber o que está acontecendo, como, e porque revela as piores facetas da humanidade.
Informações Técnicas:
Título original: Contagion
Título no Brasil: Contágio
Direção: Steven Soderbergh
Gênero: Thriller, Suspense
Tempo de Duração: 106 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Custo: $60 milhões
Grude: 



<- apesar de terem me vendido errado, não foi decepcionante











