Um dia de fúria
Falaí, seus chicleteiros!
Chegando aqui pra falar sobre um filme que não é nenhuma novidade, mas que tive o prazer de “redegustar” por esses dias. Estou falando de Um dia de fúria. Eu havia assistido ele há muito tempo, provavelmente em um “tela quente”, e, sem dar muita atenção ao tema, não curti. Nada melhor que o tempo, e nossas experiências, para compor um novo ponto de vista sobre qualquer obra…
O filme vai traçando um paralelo entre dois caras. Um, o policial Prendergast, vive seu último dia de trabalho, pois está prestes a se aposentar. O outro, William Foster, um homem abalado emocionalmente, perdeu seu emprego há pouco tempo e está indo ao encontro de sua ex-mulher e da filha, que mora com ela. Prendergast vai levando um dia tranquilo. Ele aparentemente abriu mão de atuar nas ruas respeitando um fato ocorrido com sua mulher, o que faz com que ele seja, de certa forma, depreciado por alguns colegas em seu serviço. Já William decidiu visitar a filha, pois é aniversário da menina. Ele parece não aceitar o fato de seu casamento ter acabado, mesmo que já há um certo tempo. Na ida ao encontro das duas, William vai se deparando com pequenas situações do cotidiano, que tirariam qualquer um do sério. Porém, ele parece movido por um sentimento de impassividade diante desses fatos, o que faz com que sua reação seja, digamos, não muito católica contra tudo e todos os que ele encontra a sua frente e que, de alguma maneira, o provocam. Por outro lado, Prendergast vai juntando as peças do quebra-cabeça pra localizar o homem que está tocando o terror por alguns bairros da cidade nesse dia.
As situações com as quais William se depara, são situações que todos nós encontramos no dia-a-dia. Vivemos no limiar da paciência. Vemos algumas cenas e depois fechamos os olhos, ou nem mesmo damos qualquer atenção. É preciso estar muito bem emocionalmente pra não extrapolar o padrão de comportamento aceitável para a sociedade. E ao passar do “ponto sem volta”, como o próprio protagonista afirma, é mais difícil voltar ao começo e tentar desfazer c@#$!gada do que levar adiante e aguentar as consequencias. Ao mesmo tempo o filme faz uma crítica ao mundo capitalista, egoísta, burocrático, indiferente aos problemas alheios, que vira às costas àqueles que contribuem para sua manutenção, que finge tratar o próximo com algum apreço, quando na verdade o que há é a relação cliente x consumidor no fim das contas. Diante disso tudo, pegar um William Foster pela frente, de bobeira por aí, não deve ser muito difícil. Também nem um pouco agradável…
Informações:
Título no Brasil: Um dia de fúria
Título Original: Falling Down
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento: 1993
Grude: 










