[TrashBack] Conan, o Bárbaro (1982)
Chegando pra falar de mais um crássico da minha infância por aqui. Dessa vez, um crássico com C maiúsculo. C de Conan, o Bárbaro.
[Conan, garoto propaganda seda ceramidas MCCXXIII A.C.]
O filme começa mostrando o pequeno Coninhan recebendo uma lição de vida de seu pai. Pura conversa fiada de começo de filme pra nos apresentar os valores do protagonista, que em resumo quis dizer: sua espada é tudo, pois ela é feita de aço, um metal abençoado. Mas, cá pra nós, se alguém conseguir traduzir na íntegra o que o coroa quis dizer com toda aquela parábola, favor colocar nos comentários aqui, pois não saquei lhufas.
Coninhan vive com seus pais numa pequena aldeia na região da Cimeria. Sua comunidade é responsável por guardar o metal divino, o aço. Talvez por isso, logo no início a aldeia é devastada pela corja do malvado Thulsa Doom (James Earl Jones, disfarçado de Índia Tainá), um feiticeiro temido por muitos. Digo talvez por que os caras chegam tocando o terror no vilarejo, matando todo mundo, queimando tudo, pra não levar nada. Pelo simples prazer de barbarizar ou para levar duas ou três espadas. Mas eles não são tão crueis assim, pois um deles chega a falar: “poupem apenas as crianças!”. Olhaí que coração bom. Coninhan assiste a tudo de camarote. Inclusive a morte de seus velhos. Após a chacina, a pivetada é levada prum lugar distante onde são obrigados a girar um troço sem serventia, tipo um moinho de areia. Ou seja, não vamos matar vocês agora, mas vocês vão morrendo aos poucos. Pois bem, 24 horas por dia girando aquela parada, todos os dias do ano, enfrentando chuva, sol e neve e 20 anos depois, voilà: temos um Mr. Universo. Coninhan vira Conan. Uma draga de homem capaz de assustar qualquer um com seu sorriso. E dentre a pivetada capturada na aldeia, após todos os anos girando o pião da cabana própria, só sobra ele. Um belo dia, do nada, aparece um cara lá que liberta ele e o leva para ser um gladiador. Com sucesso. Devido ao seu cartel positivo, ele ganha fama e vai seguindo sua rotina de gladiador, matando aqui, comendo uma ou outra ninfetinha acolá em sua jaula, e se aprimorando como ser humano. Recebe um treinamento com espadas no oriente e fica mais fodão do que já era.
[Sorriso de fazer inveja a qualquer animador de trem fantasma]
Depois de capacitá-lo, o homem que o libertou do carrossel também o liberta da vida de gladiador. Agora ele é livre pra viver sua vida de Conan por aí. De cara, depois de fugir de lobos, cai numa caverna e encontra quem ele deduz ser seu deus, Krom, ou o esqueleto dele, se é que isso é possível, e rouba sua espada. Ao sair da caverna, encontra uma bruxa e, pra variar, vai pra cama com ela e a mata em sequencia. Ao ver o espírito dela saindo do corpo, ele o chama de Krom (ainda não sei qual critério ele utilizou pra fazer referência ao seu deus). Na sequencia faz amizade com um ladrão que será seu companheiro de aventuras, a quem ele gentilmente batiza de Little Toddy. Os dois saem perambulando mundo afora procurando por Thulsa Doom, ou por aquilo que ele representa: cobras. Por onde vão perguntam por cobras. Duas cobras, uma olhando para a outra, símbolo que Conan lembra desde aquele fatídico dia de sua infância. Nas andanças dos dois, sempre que pode, Conan demonstra que é um cabra bruto. Chuta porco, joga galinha pro alto, dá murro em camelo… Sim, passeando por uma cidadezinha o coitado de um camelo esbarra nele. Não dá outra. Leva um direto de direita do bárbaro e vai pra lona. Agora nenhum camelo vai sair dizendo por aí que ele é um mariquinha.
A estória é longa e tem algumas reviravoltas. Em seu decorrer temos o prazer de ver algumas cenas hilárias e absurdas. Como quando ele é condenado a ficar crucificado numa árvore no meio do deserto e um abutre que esperava sua morte se aproxima pra dar umas bicadas e leva a pior. Conan vai com a boca no pescoço do bicho pra mostrar como se faz. Outra é saber que Thulsa Doom tem o poder de ele próprio se transformar em cobra, mas de nada adianta essa artimanha, pois na única vez que o faz é para fugir por um buraco gigante, coisa que ele poderia fazer mesmo sob a forma humana. Falar da interpretação do Schwarzenegger é desnecessário. Todas as suas 3 expressões são convincentes. No mais, Conan, o Bárbaro, tem o que toda boa aventura deveria ter: um história confusa, carnificina e sexo selvagem. Precisa mais?
Informações:
Título: Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian)
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Duração: 129 minutos
Ano de Lançamento: 1982
Escrito por: Oliver Stone!
Direção: John Milius
Grude: 


















