Arquivo TrashBack | Chiclete na Poltrona
nov 8 2012

[TrashBack] Conan, o Bárbaro (1982)

por Alexandre [Cabeça]

Chegando pra falar de mais um crássico da minha infância por aqui. Dessa vez, um crássico com C maiúsculo. C de Conan, o Bárbaro.

[Conan, garoto propaganda seda ceramidas MCCXXIII A.C.]

O filme começa mostrando o pequeno Coninhan recebendo uma lição de vida de seu pai. Pura conversa fiada de começo de filme pra nos apresentar os valores do protagonista, que em resumo quis dizer: sua espada é tudo, pois ela é feita de aço, um metal abençoado. Mas, cá pra nós, se alguém conseguir traduzir na íntegra o que o coroa quis dizer com toda aquela parábola, favor colocar nos comentários aqui, pois não saquei lhufas.

Coninhan vive com seus pais numa pequena aldeia na região da Cimeria. Sua comunidade é responsável por guardar o metal divino, o aço. Talvez por isso, logo no início a aldeia é devastada pela corja do malvado Thulsa Doom (James Earl Jones, disfarçado de Índia Tainá), um feiticeiro temido por muitos. Digo talvez por que os caras chegam tocando o terror no vilarejo, matando todo mundo, queimando tudo, pra não levar nada. Pelo simples prazer de barbarizar ou para levar duas ou três espadas. Mas eles não são tão crueis assim, pois um deles chega a falar: “poupem apenas as crianças!”. Olhaí que coração bom. Coninhan assiste a tudo de camarote. Inclusive a morte de seus velhos. Após a chacina, a pivetada é levada prum lugar distante onde são obrigados a girar um troço sem serventia, tipo um moinho de areia. Ou seja, não vamos matar vocês agora, mas vocês vão morrendo aos poucos. Pois bem, 24 horas por dia girando aquela parada, todos os dias do ano, enfrentando chuva, sol e neve e 20 anos depois, voilà: temos um Mr. Universo. Coninhan vira Conan. Uma draga de homem capaz de assustar qualquer um com seu sorriso. E dentre a pivetada capturada na aldeia, após todos os anos girando o pião da cabana própria, só sobra ele. Um belo dia, do nada, aparece um cara lá que liberta ele e o leva para ser um gladiador. Com sucesso. Devido ao seu cartel positivo, ele ganha fama e vai seguindo sua rotina de gladiador, matando aqui, comendo uma ou outra ninfetinha acolá em sua jaula, e se aprimorando como ser humano. Recebe um treinamento com espadas no oriente e fica mais fodão do que já era.

[Sorriso de fazer inveja a qualquer animador de trem fantasma]

Depois de capacitá-lo, o homem que o libertou do carrossel também o liberta da vida de gladiador. Agora ele é livre pra viver sua vida de Conan por aí. De cara, depois de fugir de lobos, cai numa caverna e encontra quem ele deduz ser seu deus, Krom, ou o esqueleto dele, se é que isso é possível, e rouba sua espada. Ao sair da caverna, encontra uma bruxa e, pra variar, vai pra cama com ela e a mata em sequencia. Ao ver o espírito dela saindo do corpo, ele o chama de Krom (ainda não sei qual critério ele utilizou pra fazer referência ao seu deus). Na sequencia faz amizade com um ladrão que será seu companheiro de aventuras, a quem ele gentilmente batiza de Little Toddy. Os dois saem perambulando mundo afora procurando por Thulsa Doom, ou por aquilo que ele representa: cobras. Por onde vão perguntam por cobras. Duas cobras, uma olhando para a outra, símbolo que Conan lembra desde aquele fatídico dia de sua infância. Nas andanças dos dois, sempre que pode, Conan demonstra que é um cabra bruto. Chuta porco, joga galinha pro alto, dá murro em camelo… Sim, passeando por uma cidadezinha o coitado de um camelo esbarra nele. Não dá outra. Leva um direto de direita do bárbaro e vai pra lona. Agora nenhum camelo vai sair dizendo por aí que ele é um mariquinha.

A estória é longa e tem algumas reviravoltas. Em seu decorrer temos o prazer de ver algumas cenas hilárias e absurdas. Como quando ele é condenado a ficar crucificado numa árvore no meio do deserto e um abutre que esperava sua morte se aproxima pra dar umas bicadas e leva a pior. Conan vai com a boca no pescoço do bicho pra mostrar como se faz. Outra é saber que Thulsa Doom tem o poder de ele próprio se transformar em cobra, mas de nada adianta essa artimanha, pois na única vez que o faz é para fugir por um buraco gigante, coisa que ele poderia fazer mesmo sob a forma humana. Falar da interpretação do Schwarzenegger é desnecessário. Todas as suas 3 expressões são convincentes. No mais, Conan, o Bárbaro, tem o que toda boa aventura deveria ter: um história confusa, carnificina e sexo selvagem. Precisa mais?

Informações:
Título: Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian)
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Duração: 129 minutos
Ano de Lançamento: 1982
Escrito por: Oliver Stone!
Direção: John Milius

Grude: ★★★★½

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out 25 2012

[TrashBack] O Massacre da Serra Elétrica (1974)

por Alexandre [Cabeça]

Após a boa repercussão da resenha escrita pra categoria TrashBack — Remo Desarmado e Perigoso, lembra? –, fiquei pensando qual seria a bola dessa vez. Recebi algumas sugestões e escolhi O Massacre da Serra Elétrica pra dar sequência. É complicado escrever sobre clássicos, pois isso pode trazer a ira dos fãs mais inveterados. Então é bom que, em primeiro lugar, separemos as coisas. Uma coisa é o fato real, os assassinatos envolvendo um cara com uma serra elétrica no Texas em 73. Outra coisa, é a versão de parte desses crimes apresentada no filme. Achei que seria de bom grado colocá-lo na categoria Rebobinando que trata de filmes do passado, sem descambar pra zoeira, mas comecei a assistí-lo e pensei que dava pra entrar no TrashBack mesmo, porque ô filme paia… Então vamo que vamo, já que essa categoria tá aqui pra isso mermo.


O filme começa como todo sagaz diretor de filmes terror imagina, mostrando um grupo de jovens em uma Van procurando diversão nos cafundó do judas. Já no começo, o diretor trata logo de deixar claro a que veio e faz um cadeirante rolar ribanceira abaixo na hora em que ele se preparava pra dar uma mijada na beira da estrada. Rapaz, um cara que bola uma cena dessa, que arregaça um cadeirante nos 5 minutos iniciais, de graça, já quer te preparar pro pior (qualquer que seja o sentido da palavra).

A viagem segue em meio a conversas marotas sobre gado morrendo e horóscopo do dia, e após um pitstopzinho rápido num cemitério pra checar se a catacumba de vovô estava em ordem, a gang resolve dar carona a um andarilho. Ele aproveita o clima aprazível do carro para exibir suas habilidades no ramo da pirofagia e dos instrumentos de corte. Coitado de Franklin, o cadeirante, que foi vítima das insanidades do estranho. O caroneiro é expulso e a viagem segue. Pra onde? Olhe, difícil saber. Mas eles vão. Se eu não estou enganado, é no meio do caminho que eles decidem visitar uma casa abandonada onde papai morou, e onde alguns deles passaram a infância. Antes, claro, uma passada num posto de gasolina pra interagir com mais gente estranha, o dono do posto e seu ajudante, o Sloth dos Goonies.

Enfim, chegam à velha casa de papai. Chegam tão animados que acabam entrando e deixando Franklin quarando lá fora e que se vire pra entrar. A casa é velha, escura, esculhambada, sem p*rra nenhuma pra fazer por lá, mas, talvez influenciados pelo cheiro da erva que se fumava por ali antigamente, os casais não param de rir. Sim, são dois casais e Franklin. Sem conseguir conter a excitação de estar num lugar tão inspirador, um dos casais decide procurar um lago que Franklin disse existir a poucas léguas dali, na esperança de encontrar um ganso clamando por afogamento. E como duas maritacas no cio adentram o matagal, em busca do oásis do prazer. Chegam no lugar onde seria o lago e não encontram nada além de areia. De lá ouvem o barulho de um motor numa casa próxima e resolvem ir em busca de gasolina (não, a Van não tava sem combusta. Era só prevenção). Depois de chamar pelos donos da casa e ninguém aparecer, o cara resolve entrar na casa! Não sei, talvez fosse normal no Texas entrar na casa alheia após 3 silvos longos e um breve e não obter resposta. Pois ele escolheu o pior dia pra fazer isso, porque o LeatherFace estava bem no meio do seu expediente de serviço e, claro, devidamente caracterizado e com um de seus intrumentos de trabalho em mãos. Depois de entrar, o garotão tropeça e cai nos braços de LeatherFace. Talvez até o bandido nem quisesse matar naquele dia, mas como tava rolando um delivery, sem taxa, ele só fez o que mais sabe fazer: quitutes. A namorada que havia ficado lá fora, acha estranho a demora do rapaz em voltar e resolve ir atrás dele. Resultado: gancho nas costas e 2×0 pro CaraDeCouro.

Nisso volta o foco lá pros outros 3 que ficaram. Deles, um dos dos caras acha estranho a demora do casal em voltar e resolve ir atrás deles. Chegando lá, mais uma presa vai pro abate. Imagino que o assassino pode ter concluído que aquele era, definitivamente, seu dia de sorte. Percebam que até agora ele não teve que sair de casa pra se divertir. Nisso volta o foco lá pros outros 2 e blábláblá… Sim, é a mesma coisa. Sem brincadeira, todos eles, um a um, vão na casa do assassino pedindo pra morrer.

Durante o filme há todo um esforço dos protagonistas pra nos fazer crer que o bandido (ou o mal) os persegue, mas são eles quem se oferecem pro sacrifício. Quando sobra só a menina aí o filme tem seu momento alto, no terror psicológico que ela passa na mão de LeatherFace e família. Uma família de sádicos. As atrocidades pelas quais ela passa são marcantes. Talvez até mais que o símbolo da serra elétrica nas mãos do assassino.

É bom enfatizar que o filme é baseado em fatos reais e que serviu de referência para tantos outros que vieram em sequência mostrando grupos de jovens perseguidos por um maníaco, por isso tem seu valor. Mas a produção é pobre e deixa a desejar. Acabo tendo que concordar com a conclusão de um amigo, que disse: “talvez eles quiseram fazer um pornô e no meio das filmagens acharam que dava pra virar qualquer coisa que assustasse”. Sem mais.

Informações:
Título no Brasil: O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre)
País de Origem: Estados Unidos
Gênero:  Terror
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento: 1974
Direção: Tobe Hooper

Grude: ★★★☆☆

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out 2 2012

[Rebobinando] ou seria [TrashBack]? Darkman – Vingança Sem Rosto

por Bruno Pedrassani

Antes de fazer a trilogia do Homem-Aranha, Sam Raimi escrevia e era diretor de filmes realmente bons, principalmente de terror. Já falei de alguns aqui, aqui e aqui, e até recentemente ele voltou a fazer filmes do gênero, com o ótimo Arraste-me Para o Inferno.

Quando Raimi não conseguiu os direitos pra fazer sua versão de Batman nem d’O Sombra(The Shadow com o Alec Baldwin), ele decidiu fazer o seu próprio filme de super-herói, ou de anti-super-herói. Assim nasceu Darkman.

Darquisson seria o filho do Darkman?

Liam Neeson(já começamos bem) vive o cientista Dr. Peyton Westlake, um cara descolado que inventou uma máquina-super-ultra-mega-power capaz de escanear uma foto qualquer e CRIAR DO NADA uma pele/rosto de qualquer pessoa da foto. Mas é claro que, como no filme TRON em que inventam o teletransporte e ninguém percebe, a máquina poderosa não é a invenção do Dr. Peyton. O trabalho dele é criar uma pele sintética pra ajudar vítimas de queimaduras e afins. O problema da pele que ele criou, é que ela dura 99 minutos antes de se desintegrar.

Paralelamente ao trabalho do grande Peyton, temos a horrorosa(é feia, mas boa atriz) Frances McDormand vivendo Julie Hastings, namorada de Peyton, advogada que trabalha pra um corrupto qualquer. O problema é que sem querer ela descobre um memorando que incrimina o chefe dela, e como a mulher sempre tem que ser idiota nesse tipo de filme, ela vai “confrontar” seu chefe sobre o memorando. Claro que dá caquinha. Ele admite, ela para de trabalhar pra ele, mas quem paga por tudo é Peyton, porque o gangster Robert Durant(vivido pelo excelente Larry Drake) vai atrás do memorando, e obviamente, nosso herói não sabia de nada. Assim, na cena clássica com o patinho balançando pra acender o isqueiro, Peyton literalmente é explodido em seu laboratório, literalmente(de novo – quanta literalidade) voando pelos ares(o boneco voando e caindo no rio é engraçadíssimo).

Quem não lembra?

Claro que a explosão não mataria nosso herói, mas sim, faria com que nascesse. Peyton é encontrado, dado como um mendigo qualquer, levado a um hospital. No hospital, ele sofre uma operação que sei lá qual era o nome, em que basicamente é cortado a ligação entre o cérebro e os receptores de dor pelo corpo. Assim, o paciente não sente mais dor. Darkman nasce aqui. Sem sentir dor, outros sentidos são aguçados, e sentimentos também. Darkman explode em raiva e força, e assim, ele começa a ir atrás de todos que fizeram isso com ele.

Só que, como ele está todo desfigurado pela explosão, ele vai usar da sua máquina poderosa e sua pele sintética pra ter o rosto de quem ele quiser e atingir sua vingança. Ahhhh, a doce vingança.

O filme é excelente. Como toda boa obra de Raimi, ele flerta entre o terror/suspense e a comédia. Os efeitos, ora são muito bons, ora são catastróficos de toscos, mas a maquiagem do filme é muito boa. E nem precisa falar né, temos o Neeson aqui. Só acho que Raimi poderia ter pego outra mulher, mais bonitinha pro papel da namoradinha insignificante. Frances não pode mostrar que é boa atriz, e pô, esse cabelinho dos anos 80-90 é de matar…

Seria Chitão ou Xororó?

Informações Técnicas:

Título Original: Darkman

Título no Brasil: Darkman – Vingança Sem Rosto

Direção: Sam Raimi

País de Origem: EUA

Duração: 96 minutos

Gênero: Ação / Super-Herói

Ano de Lançamento: 1990

Custo: 16 milhões

Grude: ★★★★☆

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set 14 2012

[TrashBack] Remo – Desarmado e Perigoso

por Alexandre [Cabeça]

Salve, salve! Meus caros, o que faz de um filme um clássico? Será o número de vezes que ele passou na sessão da tarde (tem que ser lá)? Seria o número de pessoas de uma mesma geração que o assistiu? Ou por causa daquela cena ninja, jamais vista em outro filme e que servirá de referência pra ele não importando a época? Difícil. Lembrei rapidamente de uns 5 filmes que seriam clássicos, e todos se encaixaram nas três situações. O chute do Daniel San, ET voando na bike, Ferris Bueller aproveitando seu dia, Sloth e o chocolate ou o treinamento improvisado de Rocky. Retomando o tópico inaugurado pelo Brunão, tamozaí pra falar de mais um crássico na seção TrashBack: Remo – Desarmado e Perigoso.

O filme começa com uma “megaoperação” pra tirar nosso heroi de circulação. O policial Sam Makin está de boa, curtindo um momento relax saboreando uma rosquinha, como todo bom tira americano, num local totalmente apropriado pra isso, que é meio que um misto de lixão com um cais abandondo, à meia noite. Sam não atua com um parceiro, pois isso é pra juvenil. Pois bem, eis que no meio de seu intervalo ele resolve interferir no que parece ser um acerto de contas entre três malandros. Após dar uma surra nos três, ele é surpreendido e descobre que tudo não passou de uma puta emboscada. Tarde demais. Antes que ele pudesse reagir, já havia sido atirado ao rio dentro de sua viatura. Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, mas não esse homem! Não Remo Williams!

Sam, é dado como morto. No hospital nasce então Remo Williams, nome dado pelo seu orientador, vejam só, baseado em uma marca de penico que havia no seu quarto — e sabe lá como foi que tiraram ele do carro com vida, já que ele poderia morrer após a pegadinha do mallandro que fizeram com ele. Remo então descobre que foi escolhido, dentre outras virtudes, por ser um cara que não tem família, e que a morte de Sam, além de tristeza pra corporação, não iria afetar a quem quer que fosse. Lógico que a organização que o recrutou pensou que esse homem de nova identidade não poderia ter qualquer semelhança com o policial morto e trataram de dar-lhe um tapa no visual: removeram seu bigode e fizeram uma operação desvio de septo. Pronto. Nem uma fuinha caolha suspeitaria que Sam e Remo eram a mesma pessoa. Continuando o bate-papo entre ele e seu orientador, Remo descobre que sua missão é combater a corrupção em algumas áreas do governo. Ele terá de ser o 11º mandamento: “Tu não fugirás com isso”. Ah, véio, vamo parar… Instale uma CPI, mas não vá mexer com a vida de um cara pacato pra isso, pô! Mas como ele não parece ter muita opção, o jeito é fazer o que a organização quer.

Remo é apresentado a Chiun, mestre de uma arte marcial fictícia, que será responsável por treiná-lo. O convívio entre os dois não é dos mais harmoniosos, mas aos poucos Chiun vai conseguindo transformar o cara numa máquina mortífera. E é durante o treinamento que temos algumas das cenas clássicas que marcaram o filme, como a arte de desviar de tiros à queima roupa e caminhar sobre as águas. O treinamento envolve também caminhar por fora de uma roda gigante em movimento e paralisar o oponente com um toque. Depois de remo ser considerado apto, apesar de não estar perto dos 15 anos necessários pra se tornar uma máquina, como informou Chiun ao orientador, ele vai, enfim, procurar os corruptos e dar um jeito neles, pois eles são muito, muito maus :s

Sensacional. A começar pela carcaça do herói, que facilmente poderia ser colocado do lado mau da trama que se sairia bem. O filme é recheado de momentos marcantes e hilários. Um dos bandidos utilizando o sensacional recurso da câmera escondida na lapela pra fotografar uma oficial do exército. Nada demais, não fosse seu disparador nada discreto.

[sim, discreto. só precisa de um câmera man pra manuseá-lo]

Outra é uma tomada do bandido sênior que, pra não deixar dúvidas do tamanho de sua bandidagem, é mostrado zelando por aquilo que mais gosta. Tem até um quadro ilustrando sua paixão.

[quem é mau? detalhe pro quadro da natureza morta... à bala]

Também tem a cena de três operários rateando a fortuna de 30 conto pra matar o cara em cima estátua da liberdade; A cena do cachorro andando sobre um cabo de aço ao perseguir Remo; Trincar um vidro com o dente de diamante de um bandido; O passeio por uma área militar em que há um tanque de guerra de papelão.

[tanque de papelão. que porra é essa?]

Enfim, Remo é um daqueles filmes que marcam. Nesse caso, pelas tosqueiras apresentadas na tela. A ideia era que o filme seria o primeiro de vários, seguindo uma tendência estilo James Bond, já que o Remo é baseado na série de livros “The Destroyer”. O próprio título original sugere uma sequencia: Remo Williams – The Adventure Begins. Daí eu deixo pergunta: e precisa?

Informações
Título no Brasil:  Remo – Desarmado E Perigoso (Remo Williams: The Adventure Begins)
País de Origem:  EUA
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 121 minutos
Ano de Lançamento: 1985
Direção: Guy Hamilton

Grude: ★★★★★ – na categoria em que concorre, claro.

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fev 9 2012

[TrashBack] Motel Hell

por Bruno Pedrassani

Fala Chicleteiros!

Antes de começar a resenha, venho avisar aqui que esta é a nova seção do Chiclete, a seção TRASHBACK! Essa seção terá resenhas completamente zoadas dos nossos mais queridos filmes trash, aqueles que misturam terror com comédia(mesmo aqueles que o fazem sem querer).  E atenção: linguagem explícita nessas resenhas!

E pra iniciar a seção, nada melhor que um filme indicado pelo nosso assíduo leitor, Clint Harrison, Motel Hell!

Motel Olá!

A história é sobre o nosso querido “fazedor” de carnes defumadas e dono do Motel Hello, o fazendeiro Vincent(Rory Calhoun). Já dá pra ver que a trasheira é bem bolada de largada: a jogada de Motel Hell(que eu acho que na tradução é Motel Inferno) se deve ao fato de que o letreiro do motel do fazendeiro Vincent está com a letra “O” falhada.

O negócio começa com um casal andando em sua motocicleta(e puta merda, é daquelas motocas com um bagageiro do lado, comédia demais), e aí nosso herói, o fazendeiro Vincent, atira nos pneus da motoca, causando um acidente pro casal. O melhor é que o fazendeiro Vincent atira com uma 12 de longe, mas mesmo assim acerta só os pneus da moto. É a manha do fazendeiro Vincent.

Aí o fazendeiro dá um sumiço no motorista da motocicleta, mas leva a mulher para o motel e pede pra que a sua irmã, Ida(Nancy Parsons) cuide da mulher.

Como é de se imaginar desde a premissa do filme, as carnes defumadas obviamente são feitas de carne humana, e toda a região adora(sem saber que são canibais-sem-querer).

O fazendeiro Vincent prepara cuidadosamente e criativamente várias armadilhas perto do motel, pega os incautos aventureiros do trash e os planta, literalmente, em um jardim. Eles ficam só com a cabeça de fora e tem as cordas vocais cortadas. O esquema é tão trash que os caras não conseguem sequer sair de um buraco de terra, ora essa, e ainda ficam fazendo uns gargarejos medonhos.

Nosso herói é tão criativo nas armadilhas que, certa feita, ele põe no meio da estrada um monte de vacas falsas pintadas em, sei lá, papelão. Aí duas mulheres que estavam passando obviamente param e se fodem(no melhor estilo: “vire para a esquerda = morte, vire para a direita = viva feliz e para sempre”).

E tem mais bizarrice: a mulher que o fazendeiro Vincent “salvou” no acidente, Terry(Nina Axelrod <- OMG, olha o nome da mulher “Pica do Axel!!!!”), acaba SE APAIXONANDO PELO FAZENDEIRO VINCENT. AHAUHAUHUAHAUHUAHUH. E ELES VÃO SE CASAR. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Sem mais comentários.

Depois de tudo isso, o final ainda tem uma lição de moral sensacional do fazendeiro Vincent para o mundo, que é claro, não vou falar aqui porque não quero dar spoilers.

No final das contas, somando a trasheira, as risadas que você vai dar, ver o fazendeiro Vincent usando uma carcaça de porco na cabeça e muito sangue, Motel Hell é um excelente filme pra assistir com a namorada e rir das carnes defumadas.

Informações Técnicas:

Título Original: Motel Hell

Título no Brasil: Motel Inferno(acho que foi isso que vi no Netflix pelo menos)

Direção: Kevin Connor

Gênero: Terror / Trash / Comédia

Duração: 102 minutos

Ano de Lançamento: 1980

Origem: EUA

Custo: $3.000.000

Trash-Grude: ★★★★☆

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