Arquivo Terror | Chiclete na Poltrona
jan 25 2013

[Resenha] Insidious – Sobrenatural

por Bruno Pedrassani

Bons filmes de terror não são fáceis de encontrar. Pra cada boa obra, normalmente vemos aproximadamente 23,2 obras genéricas com história ruim que só querem te dar um sustinho mequetrefe.

Por isso é bom ficar de olho sempre em notícias e indicações de filmes de terror. No caso, fiquei com vontade de ver Sobrenatural quando noticiamos os vencedores do Scream Awards 2011, e por saber que ele é independente. Apesar de não ter sido consagrado, Sobrenatural estava entre os indicados, então foi o suficiente pra entrar na minha lista.

Insidioso

A história é bem comum: casal com filhos se muda pra uma casa nova e coisas estranhas começam a acontecer. Coisas saindo do lugar, barulhos estranhos, vultos. Em várias partes é possível ver uma semalhança inacreditável com Atividade Paranormal(também pudera, é o mesmo produtor, Oren Peli). A diferença aqui é que um dia um dos filhos, Dalton(Ty Simpkins) vai até o sotão, cai, e bate a cabeça. Algo mais acontece ali, mas tudo parece normal, ele não se machuca muito. Ele vai dormir e não acorda mais. Entra em um estado que parece coma, mas os médicos não sabe o que é, visto que ele não tem nenhum trauma nem dano cerebral. Dalton simplesmente não acorda.

Passam-se vários meses com Dalton desacordado, e coisas estranhas continuam acontecendo na casa. Como o maridão, Josh Lambert(Patrick Wilson), fica muito tempo fora de casa trabalhando, Renai(Rose Byrne) já está convencida de que a casa está mal assombrada.

Aqui devo ressaltar que o filme é bem trabalhado. Você não chega a ver nada, então a construção do terror psicológico nessa primeira parte é muito boa. E como de praxe, só a mulher via/ouvia as coisas, será que ela está ficando louca? Então há outra boa sacada: a mulher pede pra sair da casa, e Josh aceita. Eles se mudam. Normalmente em filmes o cara insiste em ficar na casa e a porcaria acontece. Só que, nesse caso, não era a casa que estava mal assombrada, o problema era com Dalton.

Na mudança de casa é que o filme meio que se perde. Foi muito bem construído no começo, só que a segunda parte do filme dá explicações demais, certeiras demais pra esse tipo de “evento”. Chamam a “especialista”(sempre tem alguém desse tipo em filmes de terror), e de tanta coisa que ela sabe, ela até parece suspeita.

Quando terminei de assistir o filme, a primeira coisa que pensei é que o final tinha sido ruim, mas depois analisando melhor não foi isso. O final é até bem bolado, mas acredito que foi a segunda parte do filme estragou um excelente potencial de filme. Veja bem caro leitor e leitora, o filme não é ruim, mas poderia ter sido excelente. Ele acabou sofrendo do mesmo problema que o REC² sofreu: explicações demais.

As atuações foram bem convincentes, com destaque pra Rose Byrne. Gostei bastante dela nesse filme. Quanto ao Ty, bem, digamos que a capa não faz jus ao filme. O moleque passa quase todo o filme dormindo! Não precisou fazer muita coisa, e o cartaz indica uma coisa que, bem, não é verdade. Olhando o cartaz parece que a criança está possuída e que ele vai tocar o terror em todo mundo. Não acontece.

No final das contas, é um filme assistível. Talvez eu tenha esperado demais dele(e a primeira parte estava nas expectativas!), e esse é o mal da expectativa. E como todo bom filme de terror independente que faz sucesso, já temos uma sequência pra sair agora em 2013.

Informações Técnicas:

Título Original: Insidious

Título no Brasil: Sobrenatural

Direção: James Wan

Gênero: Terror

Duração: 102 minutos

Ano de Lançamento: 2010

Origem: EUA

Orçamento: 1,5 milhão de dólares em barras de ouro que valem mais do que dinheiro (e já faturou quase 100 milhões, pra você ver o tamanho do sucesso)

Grude: ★★★½☆

Post to Twitter


nov 28 2012

[Resenha] Chernobyl(Diaries) – Sinta a Radiação

por Bruno Pedrassani

Vou sair metralhando na cara já: o filme é uma grande decepção. Imensa. Monstruosa decepção.

posterzinho padrão de terror radiativo. bleh

O pior é que o filme é decepcionante não porque alguém tinha expectativas altas, pois convenhamos, uma pessoa sã não cria expectativas altas pra um filminho B de baixo orçamento. Ele é decepcionante porque a premissa dele era muito boa, e pior, o trailer do filme mostrava cenas realmente boas e perturbadoras. Pena que usaram todo o orçamento pra fazer cenas boas para o trailer somente.

A história é até inovadora: um grupo de “jovens adultos”(isso é o que diz a wikipedia, que coisa horrível) vai pra Europa e resolve se aventurar no que eles chamaram de “turismo extremo”.  Ponto. PONTO. Aí você arranja um cara mal encarado, num lugar que não sabe a língua, pra te levar passear numa van fodida até a cidade abandonada em que os trabalhadores de Chernobyl moravam, perto da usina. No caminho você ainda passa por um posto de segurança, os “ôme” dizem que você não pode entrar na cidade hoje, você então decide entrar clandestinamente por caminhos tortuosos que passam por uma floresta obscura sem vida além da vegetal. Porra, sério? Preciso apontar ALGUM problema com o roteiro do filme?

Uma vez lá dentro, é claro que coisas estranhas começam a acontecer. Aqui é que o filme poderia ter sido bom. “Pessoas” aparecendo na janela de alguma foto, barulhos estranhos, você olha pro lado e acha que vê algo, mas não de verdade. Descobrir coisas perturbadoras na cidade. Mas não, tudo se resume a um cachorro morto, um urso, chega a noite, a van dá pau(não é spoiler se você já sabia que ia acontecer) e eles ficam presos lá. Meh. Ainda tem cada escolha que fazem que, vou dizer, bateram o record em idiotice. “Ah, encontramos esse cara morto e dilacerado aqui? Vamos continuar procurando mais a fundo, porque ele tinha a ARMA”. Sério? SÉRIO? Se o cara foi trucidado TENDO a arma, vocês, desarmados, querem ir mais fundo pra achar a porra da arma? Ah, vá dormir.

Atuações de razoáveis a bem forçadas, nenhum personagem carismático o suficiente pra te cativar, final bosta, porra, porque ainda estou falando dessa merda? Não assista.

Informações Técnicas:

Título Original: Chernobyl Diaries

Título no Brasil: Chernobyl – Sinta a Radiação

Direção: Bradley Parker

Gênero: Terror

Duração: 86 minutos

Ano de Lançamento: 2012

Origem: EUA

Orçamento: 1 milhão de Obamas

Grude: ★☆☆☆☆

Post to Twitter


out 29 2012

Evil Dead (A Morte do Demônio)

por Ricardo Lopes

O filme Evil Dead ganhou um trailer legendado e agora sabemos qual é o título oficial aqui no Brasil: A Morte do Demônio.

Evil Dead tem estréia marcada para 2013 e francamente, esse parece que vai ser bom de ver no cinema.

 

 

Post to Twitter


out 25 2012

[TrashBack] O Massacre da Serra Elétrica (1974)

por Alexandre [Cabeça]

Após a boa repercussão da resenha escrita pra categoria TrashBack — Remo Desarmado e Perigoso, lembra? –, fiquei pensando qual seria a bola dessa vez. Recebi algumas sugestões e escolhi O Massacre da Serra Elétrica pra dar sequência. É complicado escrever sobre clássicos, pois isso pode trazer a ira dos fãs mais inveterados. Então é bom que, em primeiro lugar, separemos as coisas. Uma coisa é o fato real, os assassinatos envolvendo um cara com uma serra elétrica no Texas em 73. Outra coisa, é a versão de parte desses crimes apresentada no filme. Achei que seria de bom grado colocá-lo na categoria Rebobinando que trata de filmes do passado, sem descambar pra zoeira, mas comecei a assistí-lo e pensei que dava pra entrar no TrashBack mesmo, porque ô filme paia… Então vamo que vamo, já que essa categoria tá aqui pra isso mermo.


O filme começa como todo sagaz diretor de filmes terror imagina, mostrando um grupo de jovens em uma Van procurando diversão nos cafundó do judas. Já no começo, o diretor trata logo de deixar claro a que veio e faz um cadeirante rolar ribanceira abaixo na hora em que ele se preparava pra dar uma mijada na beira da estrada. Rapaz, um cara que bola uma cena dessa, que arregaça um cadeirante nos 5 minutos iniciais, de graça, já quer te preparar pro pior (qualquer que seja o sentido da palavra).

A viagem segue em meio a conversas marotas sobre gado morrendo e horóscopo do dia, e após um pitstopzinho rápido num cemitério pra checar se a catacumba de vovô estava em ordem, a gang resolve dar carona a um andarilho. Ele aproveita o clima aprazível do carro para exibir suas habilidades no ramo da pirofagia e dos instrumentos de corte. Coitado de Franklin, o cadeirante, que foi vítima das insanidades do estranho. O caroneiro é expulso e a viagem segue. Pra onde? Olhe, difícil saber. Mas eles vão. Se eu não estou enganado, é no meio do caminho que eles decidem visitar uma casa abandonada onde papai morou, e onde alguns deles passaram a infância. Antes, claro, uma passada num posto de gasolina pra interagir com mais gente estranha, o dono do posto e seu ajudante, o Sloth dos Goonies.

Enfim, chegam à velha casa de papai. Chegam tão animados que acabam entrando e deixando Franklin quarando lá fora e que se vire pra entrar. A casa é velha, escura, esculhambada, sem p*rra nenhuma pra fazer por lá, mas, talvez influenciados pelo cheiro da erva que se fumava por ali antigamente, os casais não param de rir. Sim, são dois casais e Franklin. Sem conseguir conter a excitação de estar num lugar tão inspirador, um dos casais decide procurar um lago que Franklin disse existir a poucas léguas dali, na esperança de encontrar um ganso clamando por afogamento. E como duas maritacas no cio adentram o matagal, em busca do oásis do prazer. Chegam no lugar onde seria o lago e não encontram nada além de areia. De lá ouvem o barulho de um motor numa casa próxima e resolvem ir em busca de gasolina (não, a Van não tava sem combusta. Era só prevenção). Depois de chamar pelos donos da casa e ninguém aparecer, o cara resolve entrar na casa! Não sei, talvez fosse normal no Texas entrar na casa alheia após 3 silvos longos e um breve e não obter resposta. Pois ele escolheu o pior dia pra fazer isso, porque o LeatherFace estava bem no meio do seu expediente de serviço e, claro, devidamente caracterizado e com um de seus intrumentos de trabalho em mãos. Depois de entrar, o garotão tropeça e cai nos braços de LeatherFace. Talvez até o bandido nem quisesse matar naquele dia, mas como tava rolando um delivery, sem taxa, ele só fez o que mais sabe fazer: quitutes. A namorada que havia ficado lá fora, acha estranho a demora do rapaz em voltar e resolve ir atrás dele. Resultado: gancho nas costas e 2×0 pro CaraDeCouro.

Nisso volta o foco lá pros outros 3 que ficaram. Deles, um dos dos caras acha estranho a demora do casal em voltar e resolve ir atrás deles. Chegando lá, mais uma presa vai pro abate. Imagino que o assassino pode ter concluído que aquele era, definitivamente, seu dia de sorte. Percebam que até agora ele não teve que sair de casa pra se divertir. Nisso volta o foco lá pros outros 2 e blábláblá… Sim, é a mesma coisa. Sem brincadeira, todos eles, um a um, vão na casa do assassino pedindo pra morrer.

Durante o filme há todo um esforço dos protagonistas pra nos fazer crer que o bandido (ou o mal) os persegue, mas são eles quem se oferecem pro sacrifício. Quando sobra só a menina aí o filme tem seu momento alto, no terror psicológico que ela passa na mão de LeatherFace e família. Uma família de sádicos. As atrocidades pelas quais ela passa são marcantes. Talvez até mais que o símbolo da serra elétrica nas mãos do assassino.

É bom enfatizar que o filme é baseado em fatos reais e que serviu de referência para tantos outros que vieram em sequência mostrando grupos de jovens perseguidos por um maníaco, por isso tem seu valor. Mas a produção é pobre e deixa a desejar. Acabo tendo que concordar com a conclusão de um amigo, que disse: “talvez eles quiseram fazer um pornô e no meio das filmagens acharam que dava pra virar qualquer coisa que assustasse”. Sem mais.

Informações:
Título no Brasil: O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre)
País de Origem: Estados Unidos
Gênero:  Terror
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento: 1974
Direção: Tobe Hooper

Grude: ★★★☆☆

Post to Twitter


jul 31 2012

Silent Hill: Revelation 3D – Trailer Oficial é massa

por Bruno Pedrassani

Eu gostei bastante do primeiro filme do Silent Hill, e é unanimidade que foi uma das melhores adaptações de jogos pra cinema. Não que seja o melhor filme que existe, mas é um filme muito bom.

Fiquei empolgado quando soube que teria uma continuação, e amigo, o trailer com Ned Stark Sean Bean e Jon Snow Kit Harington ficaram muito bons, confira:

 

Post to Twitter