[Resenha] Insidious – Sobrenatural
Bons filmes de terror não são fáceis de encontrar. Pra cada boa obra, normalmente vemos aproximadamente 23,2 obras genéricas com história ruim que só querem te dar um sustinho mequetrefe.
Por isso é bom ficar de olho sempre em notícias e indicações de filmes de terror. No caso, fiquei com vontade de ver Sobrenatural quando noticiamos os vencedores do Scream Awards 2011, e por saber que ele é independente. Apesar de não ter sido consagrado, Sobrenatural estava entre os indicados, então foi o suficiente pra entrar na minha lista.
A história é bem comum: casal com filhos se muda pra uma casa nova e coisas estranhas começam a acontecer. Coisas saindo do lugar, barulhos estranhos, vultos. Em várias partes é possível ver uma semalhança inacreditável com Atividade Paranormal(também pudera, é o mesmo produtor, Oren Peli). A diferença aqui é que um dia um dos filhos, Dalton(Ty Simpkins) vai até o sotão, cai, e bate a cabeça. Algo mais acontece ali, mas tudo parece normal, ele não se machuca muito. Ele vai dormir e não acorda mais. Entra em um estado que parece coma, mas os médicos não sabe o que é, visto que ele não tem nenhum trauma nem dano cerebral. Dalton simplesmente não acorda.
Passam-se vários meses com Dalton desacordado, e coisas estranhas continuam acontecendo na casa. Como o maridão, Josh Lambert(Patrick Wilson), fica muito tempo fora de casa trabalhando, Renai(Rose Byrne) já está convencida de que a casa está mal assombrada.
Aqui devo ressaltar que o filme é bem trabalhado. Você não chega a ver nada, então a construção do terror psicológico nessa primeira parte é muito boa. E como de praxe, só a mulher via/ouvia as coisas, será que ela está ficando louca? Então há outra boa sacada: a mulher pede pra sair da casa, e Josh aceita. Eles se mudam. Normalmente em filmes o cara insiste em ficar na casa e a porcaria acontece. Só que, nesse caso, não era a casa que estava mal assombrada, o problema era com Dalton.
Na mudança de casa é que o filme meio que se perde. Foi muito bem construído no começo, só que a segunda parte do filme dá explicações demais, certeiras demais pra esse tipo de “evento”. Chamam a “especialista”(sempre tem alguém desse tipo em filmes de terror), e de tanta coisa que ela sabe, ela até parece suspeita.
Quando terminei de assistir o filme, a primeira coisa que pensei é que o final tinha sido ruim, mas depois analisando melhor não foi isso. O final é até bem bolado, mas acredito que foi a segunda parte do filme estragou um excelente potencial de filme. Veja bem caro leitor e leitora, o filme não é ruim, mas poderia ter sido excelente. Ele acabou sofrendo do mesmo problema que o REC² sofreu: explicações demais.
As atuações foram bem convincentes, com destaque pra Rose Byrne. Gostei bastante dela nesse filme. Quanto ao Ty, bem, digamos que a capa não faz jus ao filme. O moleque passa quase todo o filme dormindo! Não precisou fazer muita coisa, e o cartaz indica uma coisa que, bem, não é verdade. Olhando o cartaz parece que a criança está possuída e que ele vai tocar o terror em todo mundo. Não acontece.
No final das contas, é um filme assistível. Talvez eu tenha esperado demais dele(e a primeira parte estava nas expectativas!), e esse é o mal da expectativa. E como todo bom filme de terror independente que faz sucesso, já temos uma sequência pra sair agora em 2013.
Informações Técnicas:
Título Original: Insidious
Título no Brasil: Sobrenatural
Direção: James Wan
Gênero: Terror
Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 2010
Origem: EUA
Orçamento: 1,5 milhão de dólares em barras de ouro que valem mais do que dinheiro (e já faturou quase 100 milhões, pra você ver o tamanho do sucesso)
Grude: 











