Arquivo suspense | Chiclete na Poltrona
out 25 2012

[TrashBack] O Massacre da Serra Elétrica (1974)

por Alexandre [Cabeça]

Após a boa repercussão da resenha escrita pra categoria TrashBack — Remo Desarmado e Perigoso, lembra? –, fiquei pensando qual seria a bola dessa vez. Recebi algumas sugestões e escolhi O Massacre da Serra Elétrica pra dar sequência. É complicado escrever sobre clássicos, pois isso pode trazer a ira dos fãs mais inveterados. Então é bom que, em primeiro lugar, separemos as coisas. Uma coisa é o fato real, os assassinatos envolvendo um cara com uma serra elétrica no Texas em 73. Outra coisa, é a versão de parte desses crimes apresentada no filme. Achei que seria de bom grado colocá-lo na categoria Rebobinando que trata de filmes do passado, sem descambar pra zoeira, mas comecei a assistí-lo e pensei que dava pra entrar no TrashBack mesmo, porque ô filme paia… Então vamo que vamo, já que essa categoria tá aqui pra isso mermo.


O filme começa como todo sagaz diretor de filmes terror imagina, mostrando um grupo de jovens em uma Van procurando diversão nos cafundó do judas. Já no começo, o diretor trata logo de deixar claro a que veio e faz um cadeirante rolar ribanceira abaixo na hora em que ele se preparava pra dar uma mijada na beira da estrada. Rapaz, um cara que bola uma cena dessa, que arregaça um cadeirante nos 5 minutos iniciais, de graça, já quer te preparar pro pior (qualquer que seja o sentido da palavra).

A viagem segue em meio a conversas marotas sobre gado morrendo e horóscopo do dia, e após um pitstopzinho rápido num cemitério pra checar se a catacumba de vovô estava em ordem, a gang resolve dar carona a um andarilho. Ele aproveita o clima aprazível do carro para exibir suas habilidades no ramo da pirofagia e dos instrumentos de corte. Coitado de Franklin, o cadeirante, que foi vítima das insanidades do estranho. O caroneiro é expulso e a viagem segue. Pra onde? Olhe, difícil saber. Mas eles vão. Se eu não estou enganado, é no meio do caminho que eles decidem visitar uma casa abandonada onde papai morou, e onde alguns deles passaram a infância. Antes, claro, uma passada num posto de gasolina pra interagir com mais gente estranha, o dono do posto e seu ajudante, o Sloth dos Goonies.

Enfim, chegam à velha casa de papai. Chegam tão animados que acabam entrando e deixando Franklin quarando lá fora e que se vire pra entrar. A casa é velha, escura, esculhambada, sem p*rra nenhuma pra fazer por lá, mas, talvez influenciados pelo cheiro da erva que se fumava por ali antigamente, os casais não param de rir. Sim, são dois casais e Franklin. Sem conseguir conter a excitação de estar num lugar tão inspirador, um dos casais decide procurar um lago que Franklin disse existir a poucas léguas dali, na esperança de encontrar um ganso clamando por afogamento. E como duas maritacas no cio adentram o matagal, em busca do oásis do prazer. Chegam no lugar onde seria o lago e não encontram nada além de areia. De lá ouvem o barulho de um motor numa casa próxima e resolvem ir em busca de gasolina (não, a Van não tava sem combusta. Era só prevenção). Depois de chamar pelos donos da casa e ninguém aparecer, o cara resolve entrar na casa! Não sei, talvez fosse normal no Texas entrar na casa alheia após 3 silvos longos e um breve e não obter resposta. Pois ele escolheu o pior dia pra fazer isso, porque o LeatherFace estava bem no meio do seu expediente de serviço e, claro, devidamente caracterizado e com um de seus intrumentos de trabalho em mãos. Depois de entrar, o garotão tropeça e cai nos braços de LeatherFace. Talvez até o bandido nem quisesse matar naquele dia, mas como tava rolando um delivery, sem taxa, ele só fez o que mais sabe fazer: quitutes. A namorada que havia ficado lá fora, acha estranho a demora do rapaz em voltar e resolve ir atrás dele. Resultado: gancho nas costas e 2×0 pro CaraDeCouro.

Nisso volta o foco lá pros outros 3 que ficaram. Deles, um dos dos caras acha estranho a demora do casal em voltar e resolve ir atrás deles. Chegando lá, mais uma presa vai pro abate. Imagino que o assassino pode ter concluído que aquele era, definitivamente, seu dia de sorte. Percebam que até agora ele não teve que sair de casa pra se divertir. Nisso volta o foco lá pros outros 2 e blábláblá… Sim, é a mesma coisa. Sem brincadeira, todos eles, um a um, vão na casa do assassino pedindo pra morrer.

Durante o filme há todo um esforço dos protagonistas pra nos fazer crer que o bandido (ou o mal) os persegue, mas são eles quem se oferecem pro sacrifício. Quando sobra só a menina aí o filme tem seu momento alto, no terror psicológico que ela passa na mão de LeatherFace e família. Uma família de sádicos. As atrocidades pelas quais ela passa são marcantes. Talvez até mais que o símbolo da serra elétrica nas mãos do assassino.

É bom enfatizar que o filme é baseado em fatos reais e que serviu de referência para tantos outros que vieram em sequência mostrando grupos de jovens perseguidos por um maníaco, por isso tem seu valor. Mas a produção é pobre e deixa a desejar. Acabo tendo que concordar com a conclusão de um amigo, que disse: “talvez eles quiseram fazer um pornô e no meio das filmagens acharam que dava pra virar qualquer coisa que assustasse”. Sem mais.

Informações:
Título no Brasil: O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre)
País de Origem: Estados Unidos
Gênero:  Terror
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento: 1974
Direção: Tobe Hooper

Grude: ★★★☆☆

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fev 28 2012

[Resenha] Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

por André Soares

Se existe algo que me incomoda quanto à leitura do livro que deu origem ao filme é o seu começo arrastado. Eu li e li, e as coisas pareciam que não iam melhorar. Não que o começo do livro fosse ruim, mas considero que era apenas desnecessário já que se focava no início do caso Wennerström, que para mim não precisaria estar tão em foco. Logo, eu tive uma agradável surpresa ao perceber que o filme era diferente disso no livro, no filme tudo é mais “cru”, não se enrola tanto, se vai direto ao ponto.

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres é a adaptação americana do best-seller internacional escrito por Stieg Larsson. O filme se passa na Suécia, focando basicamente dois personagens principais, Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara). Mikael foi condenado por difamação deste poderoso empresário Sueco, Hans-Erik Wennerström. Ele agora pretende se afastar da redação da sua revista Millennium (daí o porquê de se chamar a Saga Millennium), mas é contatado por um advogado de um outro poderoso empresário Sueco. Mikael vai até Hedestad se encontrar com Henrik Vanger que quer contratá-lo para investigar o assassinato de sua sobrinha Harriet. A situação que se deu para o assassinato é tão bem montada que é quase impossível não se interessar por ela, pois seja lá quem seja o assassino ele faz parte da família, e o mistério já dura quase quarenta anos.

Ao mesmo tempo que vemos tudo isso acontecer também passamos a ter conhecimento de um fundamental personagem do filme, Lisbeth Salander. Lisbeth é socialmente “deformada” e estranha, tem várias tatuagens e tantos outros piercings. E ela conquista você. Lisbeth é uma investigadora de uma empresa de segurança e é ela quem faz a investigação em cima de Mikael para Henrik Vanger, para que o empresário soubesse que Mikael era confiável. São todas as cenas em cima da “deformada” Lisbeth que tornam o filme mais sombrio, e algumas cenas podem ser perturbadoras para alguns, como é o caso do estupro. Mas Lisbeth é forte, inteligente e faz o que quer. Ela vai ganhando aos poucos a aprovação do público, pois por mais que ela seja “distorcida” ela é humana, ela é acima de tudo racional.

Em determinado momento da história esses dois personagens se cruzam e o filme se torna cada vez melhor, não sei se por que eles agora trabalham juntos, ou se pelo simples fato de que agora Lisbeth está envolvida no caso. O filme vai aos poucos se tornando mais sombrio com revelações sobre um possível assassino em série e passagens macabras da bíblia. David Fincher (diretor) soube muito bem como trazer essa tensão a tela nos momentos que se aproximam do desfecho da história, fazendo cortes entre Lisbeth e Mikael, cada um encontrando o culpado do seu jeito. E quando você pensa que tudo acabou, novas revelações são feitas, apesar de que dessa vez eu considerar que ela poderia ter sido feita de forma mais calma ou melhor trabalhada, assim como foi feita no livro. Rooney Mara está fantástica e ofusca Daniel Craig completamente.

Os Homens que Não Amavam as mulheres é um ótimo filme policial/suspense, tanto que ele tem duas horas e trinta e dois minutos e ainda assim não é um filme cansativo, você se prende tanto à história que nem vê o tempo passar. Tendo essa nova visão do livro, acredito que o título original deveria ter sido mantido, pois por mais que se fale sobre homens que não amam mulheres, quem realmente carrega o filme (e o livro) é Lisbeth Salander, A Garota com a Tatuagem do Dragão.

Informações Técnicas:

Título Original: Millennium – The Girl With The Dragon Tattoo

Título no Brasil: Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Direção: David Fincher

Gênero: Policial/Suspense

Duração: 152 minutos

Ano de Lançamento: 2011

Origem: EUA

Grude: ★★★★☆

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fev 6 2012

[Resenha] População 436 – Population 436

por Bruno Pedrassani

População 436 é o tipo de filme que chama a atenção só de ler a sinopse e que, se tivesse um orçamento decente e atores bons, poderia até virar um bom thriller – não que ele seja de todo ruim.

Vejamos:

  • História cativante 
  • Mistérios envolvendo uma pequena cidade no meio do nada com ar do século retrasado 
  • Olhares malignos entre os moradores 
  • Situações estranhas 
  • Um bom começo mostrando a dualidade do nascimento e da morte 
  • Você não sabe o que está acontecendo, mas sabe que tem algo bem errado 
  • Mocinha bonitinha meio-rebelde 

Só pra situar, a história é sobre Steve Kady(Jeremy Sisto – quem?), um agente do censo que é enviado a Rockwell Falls, uma cidadezinha no meio do nada, para investigar o por quê dela ter, desde mil oitocentos e lá vai pedrada, 436 pessoas de população.

Antes de chegar, ele pergunta da cidade em um posto de gasolina, mas ninguém quis sequer falar com ele. Ele acha a cidade sozinho, mas na chegada fura 2 pneus do seu carro e conhece Courtney Lovett(Charlotte Sullivan). É levado ao prefeito, conhece todos, parecem amistosos, diz que vai passar somente alguns dias ali e tudo bem(por enquanto). Obviamente, como é de se esperar, conforme ele avança na sua pesquisa, mais coisas estranhas acontecem, e talvez o povo pacato daquela cidade não seja bem o que aparenta.

Cidadezinha-padrão-com-Igreja-no-centro. Até parece o Brasil

O filme não é ruim, mas dá pra ver que o potencial foi desperdiçado. Falta muito(mas MUITO MESMO) carisma pro ator principal, Jeremy Sisto(que me lembrou demais o fofômeno), e a maioria das atuações foi no máximo mediana. A única atuação que havia sido realmente boa pra mim, a do policial Bobby Caine, explodiu minha cabeça. Explico: enquanto eu assistia o filme, eu e minha namorada ficávamos falando que o ator vivendo Bobby parecia demais alguém que a gente conhecia, e que lembrava o sensacional Jason Statham. Ele realmente lembra o Statham, mas não conseguimos lembrar de quem mais ele era parecido. Pois eu vou dizer agora o nome do ator: Fred Durst. O quê, nunca ouviu falar dele? OK, vou falar outro nome pra você agora: Limp Bizkit. Isso aí, é o vocalista da ex-banda-rebelde. Incrivelmente, o cara foi o melhor ator do filme. Acho até que, se ele tivesse ficado com o papel principal, o filme teria sido visto com outros olhos.

Pra um filme que fui assistir sem nenhuma expectativa, até que foi bom. Uma pena ver uma boa história desperdiçada(o final foi bem aceitável, e a cena na praça foi muito boa) com falta de carisma e pouco orçamento. Fica a vontade de ver uma versão com maior investimento aqui.

Informações Técnicas:

Título Original: Population 436

Título no Brasil: População 436

Direção: Michelle MacLaren

Gênero: Suspense / Thriller / com elementos de Terror

Duração: 92 minutos

Ano de Lançamento: 2006

Origem: Canadá / EUA

Custo: Não Divulgado, but common, você vê que não foi muita coisa

Grude: ★★★☆☆ <- Eu ia dar 2.5, mas como o filme foi barato mas mesmo assim te dá imersão e tem história, 3 chicletes grudentos

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dez 21 2011

[Resenha] A Casa dos Sonhos

por Marcos Costa

Estou de volta!

Após um longo período sem assistir um mísero filme – motivo da falta de posts meus (mentira) - consegui, enfim, quebrar o jejum. E digo mais, os quatro filmes que eu vi na última semana me agradaram bastante. Um deles foi justamente este que vos resenho, A Casas dos Sonhos.

Will Atenton (Daniel Craig) é um escritor e pai de família (muito bonita, diga-se de passagem) que vive para o trabalho, deixando sua família sempre em segundo plano. Por este motivo ele decide “largar” o emprego para passar mais tempo com a esposa e filhas. “Largar” porque ele de fato deixa o emprego, mas se compromete a escrever um livro para sua editora no conforto de seu lar. A partir daí coisas incomuns começam a acontecer na nova casa. São vizinhos agindo de forma estranha, barulhos, pessoas observando a casa durante a noite, etc. Ao investigar, Will descobre que naquela mesma casa houve um terrível assassinato há alguns anos, envolvendo uma mãe e suas duas filhas pequenas e o principal suspeito é o marido/pai, que sobreviveu ao ocorrido. Temendo que o assassino esteja de volta, Atenton fará tudo para proteger sua família.

Confesso que fui ao cinema esperando um filme de terror. Mas a culpa foi minha. Isso que dá assistir ao trailer de relance e sem muito interesse. Mas o clima inicial é realmente esse. Com o desenrolar da trama o suspense vem à tona, mas logo dá lugar ao mistério. E isso foi bom. Além disso, ao invés de deixar tudo para o final, diversos elementos chave (mas não todos) são revelados aos poucos, para o desânimo de uns e alegria de outros. Para mim foi interessante, pois mudou um pouco a fórmula, e eu gosto de inovação.

A atuação de Craig (o último filme que resenhei foi com este indivíduo, que coincidência) é o destaque, com certeza. Ele não parece ser um homem de muitas emoções – e alguns de seus últimos personagens reforçam tal impressão – mas aqui surpreende, deixando o recado “hey, também sei interpretar seres humanos normais”. As crianças Claire e Taylor Geare (pesquisando, acabei de descobrir que são irmãs de verdade) dão um show de carisma e simpatia. Naomi Watts e Rachel Weisz meio que passam batidas – talvez pelos seus personagens um pouco sem graça. Talvez não.

Dream House lembra muito um filme lançado há pouco, no mesmo estilo. E eu estou numa dúvida enorme se digo ou não o nome dele, pois se eu disser, acabará sendo um spoiler. Bom, direi apenas que o diretor e o ator principal são bastante renomados.

Como falei antes, haverá quem não goste do mistério resolvido à prazo e em suaves prestações, mas isso não influencia tanto na qualidade da trama. As cenas de maior tensão não deixam a desejar, dá para ter um susto aqui e ali. A não ser que você seja como nosso amigo André Soares, que precisa segurar a mão da namorada no cinema.

Grude: ★★★☆☆
Título Original: Dream House
Título no Brasil: A Casa dos Sonhos
Gênero: Suspense/Mistério
Duração: 92 min (é, meio curtinho)
Diretor: Jim Sheridan
Data de lançamento: 4 de Novembro de 2011 (Brasil) e 30 de Setembro de 2011 (EUA)

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dez 20 2011

[Resenha] A Lista – Você Está Livre Hoje? – Deception

por Bruno Pedrassani

Minha fé nas traduções de nomes de filmes(e seriados) – que já era pouca ou nenhuma – acabou com… A Lista – Você Está Livre Hoje?

Vamos lá, o nome original é Deception, que no inglês arcaico significa engano, fraude. Forçando um pouco(deception tem um pouco de falso cognato – e esse sou eu usando palavras difíceis, vejam só), pode até ser traduzido como decepção. Então que eu aceitaria de bom grado um nome como: O Engano, A Fraude ou algum derivado. Até se fosse só A Lista era razoavelmente aceitável, mas esse “Você Está Livre Hoje?” é de trincar as batatas(da perna). Nossos amigos lusitanos pelo jeito não gostaram do nome original e mandaram um No Limite da Ilusão. Meh.

Decepção é o nome do filme

A premissa do filme é muito boa: um cara com pouca ou nenhuma vida social(Ewan McGregor) trabalha como auditor pra uma firma de advocacia, e certo dia, quando estava trabalhando até depois do horário “normal”, ele conhece um advogado extremamente carismático chamado Wyatt Bose(Hugh Jackman).

Depois desse dia, Jonathan McQuarry(o McGregor) e Bose começam a sair, conversar, enfim, se tornam amigos, até que Bose precisa ir a Londres a negócios. Em uma última conversa antes da viagem, os dois acabam trocando de celulares, e aqui é que a premissa se mostra interessante(e justifica o nome brazuca do filme).

Com a troca de celulares, McQuarry começa a receber várias ligações de números estranhos no celular de Bose, que perguntam se “ele estava livre hoje a noite”. Numa dessas ligações ele diz que sim, marca um encontro, e entende do que se trata: sexo fácil com mulheres bem sucedidas. É aí que McQuarry começa a ter uma vida “social”: todos os dias ele faz sexo com desconhecidas, seja recebendo ligações ou ligando pra algum dos números do celular de Bose, ou seja, A Lista.

Mas como esse é um filme de suspense/thriller, é óbvio que algo tem que acontecer. Em um momento totalmente sem noção do filme, McQuarry vê uma loira no metrô e se apaixona pela desconhecida. OK, entendo, paixão fulminante à primeira vista. Obviamente que pra ficar ainda melhor, a loira também está na lista, e eles se encontram.

A partir daí, uma série de acontecimentos fará com que Bose se mostre não tão legal quanto no início(alguém tinha dúvidas?), e McQuarry se vê numa jornada de redenção e super-heroísmo pra salvar sua amada.

Apesar da premissa boa, o roteiro é bastante previsível, e pra piorar, a motivação do personagem principal é fraquíssima, pra não dizer ridícula. É muito fácil de você apontar em vários momentos do filme, situações em que ele poderia ter saído de tudo sem nenhum problema, e o modelo “homem-bonzinho-faz-tudo-por-amor-muito-esperto-pro-meu-gosto” não convence, afinal, todo mundo sabe que homem bonzinho nunca se dá bem.

O elenco tem bastante gente conhecida, e pra ser justo, Jackman manda muito bem, e McGregor também. Achei a Michelle Williams bastante apagada, mas bem, o roteiro não ajudou muito.

Deception é um thrillerzinho padrão, com uma história que começa bem e acaba do jeito que todo mundo já sabia.

Informações Técnicas:

Título Original: Deception

Título no Brasil: A Lista – Você Está Livre Hoje?

Direção: Marcel Langenegger

Gênero: Suspense / Thriller

Duração: 108 minutos

Ano de Lançamento: 2008

Origem: EUA

Custo: $25 milhões

Grude: ★★★☆☆

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