Arquivo Resenhas | Chiclete na Poltrona
mar 27 2012

[Resenha] O Inverno Da Alma – Winter’s Bone

por Bruno Pedrassani

Como normalmente acontece comigo, sempre que vejo um ator/diretor/qualquer-coisa que eu considere bom, procuro mais obras do mesmo. Acredito que é algo intrínseco a muitas pessoas que leem esse blog grudento também.

Então que, depois de ver a excelente atuação da Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes, fui procurar mais da moçoila(apesar de bom filme, a atuação dela em X-Men: Primeira Classe foi pequena). Achei por bem começar pelo filme que rendeu a indicação de Oscar de melhor atriz pra ela(a segunda mais nova a ser indicada a uma estatueta, diga-se de passagem), Winter’s Bone, ou aqui no Brasil, O Inverno Da Alma.

Engraçado que, apesar do próprio filme ter concorrido ao Oscar de melhor filme em 2011, ele não apareceu nos cinemas daqui por não ter o apelo blockbuster, uma vez que é um filme independente de baixo orçamento.

O osso do inverno / Ou o inverno é ossoFalar somente cria testemunhas

Pra começar bem, é um filme original. A história não é algo lugar-comum, não é algo que você tenha visto muito por aí. E pra adiantar, Jennifer Lawrence está excepcional no papel de Ree Dolly, mereceu a indicação. Pena que a concorrência do ano foi com a Natalie Portman em Cisne Negro, era um páreo duro demais pra novata.

Ree Dolly é uma garota de 17 anos que mora com a mãe e seus dois irmãos mais novos, no interior dos EUA. Só que, Ree é a provedora da casa(esse papel rendeu o de Jogos Vorazes a ela?), uma vez que sua mãe está catatônica e seu pai sumiu. Pois é, a menina cuida de um garoto de 12 anos, uma garota de 6, e de sua velha mãe doente.

Então aqui temos aquele cenário comum meio interiorano, com uma família em dificuldade, sem dinheiro, mas sobrevivendo. Só que, a vida meu amigo, a vida não quer saber de nada disso e dá um tapa na cara de Ree. Certo dia, o xerife vai visitá-la, perguntando do pai dela, Jessup, uma vez que ele havia saído da prisão, mas pagou a condicional dando as terras e a casa deles como garantia. Se ele não aparecesse no julgamento, eles perderiam tudo.

É aqui que começa a jornada de Ree atrás do seu pai, ou pelo menos descobrir o que sobrou dele, se for o caso, para evitar perder tudo e não conseguir criar seus irmãos. Ninguém sabe onde ele está, ou ninguém quer falar. Jessup era um “cozinheiro” das drogas, então o negócio era pesado, mas Ree vai atrás mesmo assim. Em um lugar em que tudo é segredo, e onde as mulheres temem seus homens, a jornada de Ree parece impossível.

O filme conta ainda com uma contundente atuação de John Hawkes como Teardrop Dolly, irmão de Jessup e tio de Ree. Também não recebeu uma indicação ao Oscar à toa não: o cara bota medo, é drogado, violento, mas você acaba gostando dele pelas suas ações.

A direção de Debra Granik também é algo digno de nota: Jennifer pode ser excelente atriz, mas um diretor é quem extrai a atuação do ator, e foi o que Debra fez. Se há uma cena em que é necessário subir uma colina, Jennifer teve que subir a pé. Cotar lenha? Vai lá Jennifer. Abrir um esquilo ou cuidar de um animal da fazenda? Faça isso Jennifer. Debra colocou vários desses “obstáculos” no set pra Jennifer transpor, afim de fazer a atriz entrar no papel, viver aquilo, ter o vigor necessário. E depois que vemos o filme, sabemos que funcionou.

PS: além das indicações de Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Filme, O Inverno Da Alma concorreu a Melhor Roteiro Adaptado, que por sinal, foi coescrito pela Debra Granik.

Informações Técnicas:

Título Original: Winter’s Bone

Título no Brasil: O Inverno Da Alma

Direção: Debra Granik

Gênero: Drama

Duração: 100 minutos

Ano de Lançamento: 2010

Origem: EUA

Custo: $2.000.000

Grude: ★★★★½

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mar 26 2012

[Resenha] Jogos Vorazes – The Hunger Games

por Bruno Pedrassani

Fazia algum tempo que eu não via tanta propaganda pra um lançamento de cinema. Meses antes do lançamento, você já via propaganda e teasers nos cinemas e televisão falando da nova série para jovens, uma série tão grande quanto Harry Potter (Ouiésbeibi! aê, isso parece ser foda) e Crepúsculo(ahpqpvaisefodêtiu ah, pqp, sério que o público alvo é o mesmo?).

Então, se fiquei animado por um lado, teve o grande revés do Crepúsculo. Não é a minha praia, mas vamos ver qualéqueé!

Os Jogos da Fome é tenso!

Em um futuro meio pós-apocalíptico(é meio só, não é inteiro não!), onde antigamente era a América do Norte, existe agora um país chamado Panem. Esse país é dividido em doze distritos, mas outrora existiu um décimo terceiro que, certa feita, se rebelou contra A Capital e acabou dissolvido. Essa rebelião contra A Capital acabou por criar Os Jogos Vorazes, um jogo de mata-mata entre (pré)adolescentes em que só um sai vencedor, o que ficar vivo obviamente. Os participantes são oferendas dos doze distritos, dois por distrito, sempre um macho e uma fêmea.

Isso que falei aí em cima foi o que a propaganda e os teasers passavam, e foi essa história que me fez ir ao cinema.

O foco do filme fica em Katniss Everdeen(Jennifer Lawrence, a Mística do X-Men: Primeira Classe), uma garota de 16 anos que mora no pobre distrito doze(o qual é rico em carvão). Logo de início você já vê que a vida no distrito doze não é fácil, e Katniss tem que caçar pra poder prover comida pra sua casa, onde moram sua mãe(Paula Malcolmson) e irmã mais nova, Prim(Willow Shields). Você é apresentado aos medos da pequena Prim, e aos problemas de Katniss, esboçando um dilema com sua mãe.

E como já era apresentado em todos os trailers, Katniss acaba se oferecendo como voluntária para Os Jogos Vorazes, uma vez que a sorteada havia sido sua irmã.

Já adianto que gostei do filme. Jennifer Lawrence ficou excelente no papel de Katniss. Você consegue gostar dela e torcer por ela. Jennifer conseguiu passar um ar de inocência e muitas cenas, aliado a um ar de esperteza que ficou excelente.

Apesar de ter muitas mortes(afinal, o jogo é de vida ou morte), acredito que por ser um filme voltado ao público adolescente, você não vê nenhuma cena mostrando a morte de fato. Não é um filme sangrento, mas as mortes estão lá. Isso, essa falta de mostrar mesmo a morte não me incomodou, eu entendo.

O que me incomodou muito no filme(e aqui falo somente como quem viu o filme, eu não li nenhum livro) foram as motivações dentro do jogo que levaram à várias escolhas de Katniss. O romance, ou esboço disso, que surge dentro do jogo não teve motivação. Você pode até entender que era tática de Katniss, mas isso só se você quiser, porque não fica exposto no filme. Aliás, o filme anda muito, muito bem até entrar no jogo. Dentro do jogo muitos fatos e escolhas simplesmente não fazem nenhum sentido.

Aproveitando que estou falando do que incomodou, meu amigo, Lenny Kravitz como ator, e que fala bastante até? Sério? Ele deve ter pagado pra participar do filme, porque ele é ruim, noçassinhôura.

Mas tirando esses pormenores, Jogos Vorazes é um bom filme, e Jennifer faz valer o ingresso. Tendo a terceira maior bilheteria de estréia da história, obviamente os dois próximos filmes estão à caminho. Só espero que eles sejam em 2D como este, que não teve nenhuma cópia convertida-pra-pegar-trouxa. Somente cópias em 2D, como deve ser com filmes que não são feitos pra serem em 3D.

PS: colocaram um cidadão que é o clone do Jake Gyllenhaal no comando dos Jogos.

Informações Técnicas:

Título Original: The Hunger Games

Título no Brasil: Jogos Vorazes <- Parabéns pela tradução do nome. Em Portugal saiu como Os Jogos da Fome, que apesar de ser acurado, é uma porcaria de nome

Direção: Gary Ross(e com Steven Soderbergh como diretor de segunda unidade)

Gênero: Ação/Drama/Ficção

Duração: 142 minutos

Ano de Lançamento: 2012

Origem: EUA

Custo: $78.000.000

Grude: ★★★½☆

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mar 19 2012

[Resenha] Shame

por Bruno Pedrassani

Não sei por que não traduziram o nome do filme por aqui(pelo menos em Curitiba, os cinemas listam o filme como Shame mesmo), mas Vergonha seria uma boa tradução(e útil, acredito).

Mostrando as vergonhas na capa é...

Indicado à vários prêmios de festivais independentes(festival de Sevilha, Veneza, Britânico entre muitos outros), a obra de Steve McQueen estrelando Michael Fassbender(o Magneto do X-Men: Primeira Classe) choca, não pela violência como Drive(segunda vez que uso esse filme como parâmetro, isso quer dizer algo, só não sei o quê), mas sim pela nudez extremamente explícita e, mais ainda, pela realidade.

Fassbender é Brandon Sullivan, que logo na primeira cena do filme já te joga na cara toda sua nudez. E eu digo, TODA, até o companheiro brincalhão do magneto está lá. É um cara de sucesso nos seus trinta-e-alguns, vivendo em Nova Iorque, mas que tem um segredo(todos temos, não?): ele é um viciado em sexo.

O fato de ser um cara bem apessoado o ajuda com as mulheres, e a cena em que ele fica de olho em uma mulher no metrô é muito boa mesmo. Eu gosto quando filmes conseguem te passar todo o sentimento e o peso da cena sem uma palavra sequer na cena, somente com troca de olhares e sons.

Então Brandon é um viciado em sexo que pratica o sexo solitário até no banheiro do trabalho, vê seus filmes pornô à noite, sai com mulheres, paga freelancers regularmente, enfim, ele alimenta seu vício.

Só que tudo está pra mudar quando, certo dia ele chega em casa e, pensando estar sendo assaltado, encontra sua irmã, Sissy(Carey Mulligan) tomando banho. Ela veio passar uns dias com o irmão, e claro, vai acabar melando(trocadilho intencional) a rotina de viciado dele.

Fassbender está excelente no filme, e Carey não fica muito atrás não. Há cenas que até mesmo eu, como espectador, me senti incomodado de ver, imagino como foi pra ser feita, por isso, parabéns mesmo, principalmente ao Fassbender que já provou ser um grande ator.

Mas como eu disse no começo do texto, a realidade é o que choca aqui. Você vê – e sente – os problemas por que passa Brandon, em que certo ponto leva até as últimas consequências do seu vício. E mais, esse vício acaba minando qualquer possibilidade de ele ter relacionamentos duradouros, inclusive com a sua irmã. Seu vício faz com que ele não veja, ou não se importe, com os problemas de Sissy.

Dizem que o homem pensa pelo menos uma vez em sexo a cada sete segundos. Não sei se é verdade isso, mas é fato que enquanto somos sexualmente ativos, pensamos muito  mesmo em sexo. Shame mostra isso e vai além, mostra os problemas que o vício pode acarretar. Confesso que quando o filme acabou eu fiquei pensando: “WTF? Acabou assim?”, mas pensando bem, o filme acabou, mas a vida continua. O filme não tinha final, ele tinha só mais um começo.

Informações Técnicas:

Título Original: Shame

Título no Brasil: Shame

Direção: Steve McQueen

Gênero: Drama

Duração: 101 minutos

Ano de Lançamento: 2011

Origem: Reino Unido

Custo: $6.500.000

Grude: ★★★★☆

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mar 12 2012

[Resenha] Anjos da Noite 4: O Despertar

por Bruno Pedrassani

Ainda lembro quando o primeiro Anjos da Noite(Underworld) chegou aos cinemas. Meio sem muita propaganda, parecia somente mais um filme de vampiros contra lobisomens, com a possibilidade de dar alguma diversão.

Pois com as lutas e tiroteios muito bem feitos, Anjos da Noite fez sucesso, garantindo a sequência, Anjos da Noite 2: A Evolução(Underworld: Evolution). Até aqui OK, seria legal ver mais um pouco do mundo desenvolvido, agora com um híbrido contra anciãos. O segundo filme foi divertido, mas parecia que morreria ali. NOT

Como sempre dá pra tirar mais uma casquinha, tivemos o terceiro filme, só que dessa vez preferiram contar a história de como a guerra entre vampiros e lobisomens começou. Em Anjos da Noite 3: A Rebelião(Underworld: Rise of the Lycans), não temos mais a beleza de Kate Beckinsale como a protagonista(ela somente narra a história), mas confesso que a saída de fazer um prequel foi boa, porque o filme também foi bastante bom.

Então eis que, três anos após o terceiro filme(detalhe: sai um Anjos da Noite a cada três anos, mais ou menos),  chega aos cinemas Anjos da Noite 4: O Despertar, trazendo aquela velha questão: somente mais dinheiro, ou fizeram algo decente?

Ãnderuoroudê 4: Auêiquenín - Quero ver ler essa

Logo nas primeiras cenas do filme você verá que a tônica do filme mudou um pouco. As cenas de ação continuam frenéticas, mas agora estão muito mais “pesadas” e, pra utilizar a mesma palavra que usei na resenha de Drive – cruas. Digo isso porque agora você realmente vê cabeças estourando, pescoços quebrando de maneiras incríveis, desde o começo. Nos outros, havia um pouco disso, mas somente em cenas finais. Aqui não, acontece em todos os momentos.

A história se passa seis meses após o segundo filme, e temos Selene(Kate Beckinsale) e Michael Corvin(Scott Speedman) sendo perseguidos pelos humanos, uma vez que estes descobriram a existência dos vampiros e dos lobisomens e decidiram exterminar todos eles.

Aqui já teço um comentário: se havia alguma dúvida quanto à história, pelo menos esta foi bastante boa. Inventar uma perseguição/aniquilação dos vampiros e dos lobisomens foi uma ideia boa(não original, mas boa). Deu pra ver que o filme não foi feito somente pelo dinheiro, houve um empenho na produção, o que é bom.

Então temos Selene e Michael capturados, o mundo é “limpo” das outras raças, e os humanos reinam novamente no planeta. A partir daqui, a história se desenvolve com Selene acordando e se libertando doze anos depois de ser capturada, e ela acorda com sede, obviamente, de sangue.

Eu confesso que esse filme me divertiu mais do que eu esperava. Na verdade, eu não esperava muito, mas a história convence(pode não ter sido explorada o suficiente, mas é melhor que a do primeiro e segundo filme), as cenas de ação/luta/tiros estão sensacionais, os efeitos especiais continuam excelentes e… o que mais precisa pra se divertir? A sim, o “plot twist“, a virada no final da história. Está lá também, e é algo muito bom por sinal.

Li muitas críticas negativas do filme porque ele se focou mais na ação do que em contar a história e desenvolvê-la. É um ponto de vista, mas discordo. A história está lá, o filme acaba com possibilidade de uma sequência, e foi tudo muito bem feito. Na pior das hipóteses, você vai se divertir com vampiros e lobisomens novamente. E sangue, muito sangue.

Informações Técnicas:

Título Original: Underworld: Awakening

Título no Brasil: Anjos da Noite 4: O Despertar

Direção: Måns Mårlind e Björn Stein

Gênero: Ação / Horror

Duração: 88 minutos

Ano de Lançamento: 2012

Origem: EUA

Custo: $70.000.000

3D? : Não. Na realidade, não sei se tem cópias sem ser em 3D, mas não há nada de especial. Não há profundidade, perspectiva. O que existe é, de vez em quando, algo pular na sua cara, mas no final das contas o 3D atrapalha mais do que te dá uma experiência boa.

Grude: ★★★★☆

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mar 7 2012

[Resenha] Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo

por Ricardo Lopes

Desde a sua notícia e divulgação dos trailers aqui mesmo no Chiclete , me interessei em ver “Moneyball”. Tenho um certo gosto por filmes do gênero e com a presença do ótimo ator Brad Pitt tinha tudo pra ser um ótimo filme. Ontem finalmente assisti e resolvi resenhar pra vocês leitores, até porque fazia tempo que não fazia isso.

O homem que mudou o jogo, título que deram aqui no Brasil (que faz até sentido), é baseado no livro “Moneyball - The Art of Winning an Unfair Game” de Michael Lewis, que por sua vez é baseado na história verídica de Billy Beane, um gerente de time de beisebol que com um baixo orçamento consegue criar um time competitivo e entrar pra história do esporte nos Estados Unidos.

Sempre que vejo filmes “motivacionais”  me emociono pela forma como uma ou outra pessoa consegue mudar todo o rumo de uma história, e dessa vez não é diferente. Billy Beane que é interpretado pelo Brad Pitt, que por sinal mais uma vez se mostra um grande ator, começa a ter dificuldades após a perda de um campeonato em seu último jogo. No ano seguinte ele se vê com problemas em montar seu time após a perda de 3 dos seus melhores jogadores para equipes maiores e com a ajuda de um economista começa a projetar uma nova fórmula de sucesso baseada em números e estatísticas matemáticas.

O diferencial do filme está na ótima atuação de Brad e na do Jonah Hill (Superbad), interpretando o jovem economista no ramo de beisebol. A história pra quem não conhece parece ter um rumo parecido com as outras, mas que no final se mostra diferente.

Outro fato que pode mostrar a qualidade do filme, além de ter sido bem recebido pela crítica norte americana, é saber que o mesmo foi indicado em várias categorias no Oscar 2012, entre elas Melhor Filme, Melhor Ator (Brad Pitt) e Melhor Ator Coadjuvante (Jonah Hill), que apesar de não ter levado nenhuma estatueta esse ano, visto que a concorrência era enorme (ou não) , mostrou ser um filme excelente e com muita emoção. Pra quem gosta de um bom drama é um prato cheio.

Informações Técnicas:

Título Original: Moneyball

Título no Brasil: O Homem que Mudou o Jogo

Direção: Bennett Miller

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 113 minutos

Ano de Lançamento: 2011

Grude: ★★★★☆

No Oscar: Indicado a Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Montagem, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Mixagem de Som

A lista completa de indicados e premiados você pode conferir aqui.

 

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