É impossível assistir ao novo Vingador do Futuro sem comparar com o clássico estrelado pelo Chuarza. E já adianto que eu nem gosto muito do Collin Farrell, então fui assistir ao remake de Total Recall com uma dupla de pulgas atrás da orelha.

Bom, já começa que, apesar do nome ser exatamente o mesmo, esse filme não é exatamente um remake do filme clássico. E isso é um ponto muito positivo. Pegar um filme consagradamente excelente e tentar fazer uma versão moderna normalmente nos dá bombas como o Conan novo. Nessa nova versão d’O Vingador, os roteiristas se basearam um pouco mais no conto de Philip K. Dick do que no filme anterior(apesar que o anterior também se baseou no conto We Can Remember It for You Wholesale). Então, ao invés de termos um filme amarrado a um clássico, temos uma nova visão e versão do mesmo conto.
A história do personagem é quase a mesma, mas as localidades e o pano de fundo são diferentes – ou explorados diferentes aqui. Douglas Quaid(Collin Farrell) vive com sua esposa Lori(Kate Beckinsale) numa Terra pós-apocalíptica, em que uma guerra química fez com que só restassem 2 “colônias” habitáveis no planeta, tornando a habitação o recurso mais caro da Terra. De um lado temos a Federação Unida da Britânia(ou Bretanha, agora não sei como foi a tradução), e do outro, lá onde era a Austrália, temos a Colônia. Quaid é só mais um trabalhador, mas com algumas dúvidas em sua mente. Decide visitar a Rekall – uma empresa que promete te dar qualquer tipo de memória – e é aí que a coisa desanda, e ele descobre que não é Douglas Quaid. Aqui vem a parte Identidade Bourne do filme, com Farrell tentando descobrir quem é, enquanto é perseguido por tudo e por todos, ao mesmo tempo que vai descobrindo ter habilidades de super agente.
Apesar de ter dito logo acima que o filme não se baseou no filme clássico, há várias referências para tal, o que achei de extremo bom gosto. Desde citar Marte e a garota dos três peitos, até a cena clássica da máscara na passagem da alfândega. Achei de extremo bom gosto as referências, e isso me mostrou um certo carinho da produção.
Os cenários estão muito bonitos, as cenas de ação muito bem feitas, e o mundo foi muito bem construído. Oras, as cenas na Colônia lembram demais outro clássico dos cinemas baseado em obra de K. Dick, Blade Runner. Se olhar bem, há várias referências a este clássico também(se bem que alguém pode dizer que foi chupinhado mesmo).
E se por um lado eu não gostei do Farrell como Quaid, por outro temos Kate Beckinsale – a mulher do diretor, Len Wiseman, - e Jessica Biel, ambas umas belezinhas e boas atrizes, que adicionam bastante ao visual do filme.
Só que, apesar da boa construção de mundo e ter uma história mais “política”, o final do filme foi muito “deu tudo certo” pra mim. Aliás, um pouco antes disso, a maneira como as coisas se desenrolam para evitar o conflito final foi pouquíssimo convincente. Melhor, foi até de certa forma, idiota. O roteiro flerta com uma ideia muito boa, mas deixa ela de lado e usa uma mais simples e… explosiva, digamos assim.
No final das contas, apesar de umas besteiras, O Vingador do Futuro foi surpreendentemente divertido e bem feito. Oras, deu pra ver um cuidado até com a continuidade, mostrando em certa cena a Jessica Biel correndo e amarrando o cabelo, pra que na próxima cena ela simplesmente não aparecesse com o cabelo preso. Pode até não ser um clássico, mas o carinho e o cuidado com o remake deixaram uma boa lembrança do Vingador.
Informações Técnicas:
Título Original: Total Recall
Título no Brasil: O Vingador do Futuro
Direção: Len Wiseman
Gênero: Ação / Ficção Científica
Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento: 2012
Origem: EUA
Custo: $125 milhões
Grude: 



