[Resenha] Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Se existe algo que me incomoda quanto à leitura do livro que deu origem ao filme é o seu começo arrastado. Eu li e li, e as coisas pareciam que não iam melhorar. Não que o começo do livro fosse ruim, mas considero que era apenas desnecessário já que se focava no início do caso Wennerström, que para mim não precisaria estar tão em foco. Logo, eu tive uma agradável surpresa ao perceber que o filme era diferente disso no livro, no filme tudo é mais “cru”, não se enrola tanto, se vai direto ao ponto.
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres é a adaptação americana do best-seller internacional escrito por Stieg Larsson. O filme se passa na Suécia, focando basicamente dois personagens principais, Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara). Mikael foi condenado por difamação deste poderoso empresário Sueco, Hans-Erik Wennerström. Ele agora pretende se afastar da redação da sua revista Millennium (daí o porquê de se chamar a Saga Millennium), mas é contatado por um advogado de um outro poderoso empresário Sueco. Mikael vai até Hedestad se encontrar com Henrik Vanger que quer contratá-lo para investigar o assassinato de sua sobrinha Harriet. A situação que se deu para o assassinato é tão bem montada que é quase impossível não se interessar por ela, pois seja lá quem seja o assassino ele faz parte da família, e o mistério já dura quase quarenta anos.
Ao mesmo tempo que vemos tudo isso acontecer também passamos a ter conhecimento de um fundamental personagem do filme, Lisbeth Salander. Lisbeth é socialmente “deformada” e estranha, tem várias tatuagens e tantos outros piercings. E ela conquista você. Lisbeth é uma investigadora de uma empresa de segurança e é ela quem faz a investigação em cima de Mikael para Henrik Vanger, para que o empresário soubesse que Mikael era confiável. São todas as cenas em cima da “deformada” Lisbeth que tornam o filme mais sombrio, e algumas cenas podem ser perturbadoras para alguns, como é o caso do estupro. Mas Lisbeth é forte, inteligente e faz o que quer. Ela vai ganhando aos poucos a aprovação do público, pois por mais que ela seja “distorcida” ela é humana, ela é acima de tudo racional.
Em determinado momento da história esses dois personagens se cruzam e o filme se torna cada vez melhor, não sei se por que eles agora trabalham juntos, ou se pelo simples fato de que agora Lisbeth está envolvida no caso. O filme vai aos poucos se tornando mais sombrio com revelações sobre um possível assassino em série e passagens macabras da bíblia. David Fincher (diretor) soube muito bem como trazer essa tensão a tela nos momentos que se aproximam do desfecho da história, fazendo cortes entre Lisbeth e Mikael, cada um encontrando o culpado do seu jeito. E quando você pensa que tudo acabou, novas revelações são feitas, apesar de que dessa vez eu considerar que ela poderia ter sido feita de forma mais calma ou melhor trabalhada, assim como foi feita no livro. Rooney Mara está fantástica e ofusca Daniel Craig completamente.
Os Homens que Não Amavam as mulheres é um ótimo filme policial/suspense, tanto que ele tem duas horas e trinta e dois minutos e ainda assim não é um filme cansativo, você se prende tanto à história que nem vê o tempo passar. Tendo essa nova visão do livro, acredito que o título original deveria ter sido mantido, pois por mais que se fale sobre homens que não amam mulheres, quem realmente carrega o filme (e o livro) é Lisbeth Salander, A Garota com a Tatuagem do Dragão.
Informações Técnicas:
Título Original: Millennium – The Girl With The Dragon Tattoo
Título no Brasil: Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Direção: David Fincher
Gênero: Policial/Suspense
Duração: 152 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
Grude: 
















