[Resenha] Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras
“O que está vendo?”
“Tudo, esta é a minha maldição.”
Sempre gostei de filmes e livros policiais. Existe sempre um grande mistério a ser solucionado, com pistas sendo destiladas aos poucos, sempre na medida certa. Se você for um bom telespectador, ou se você prestar bastante atenção, talvez consiga desvendar o crime antes do herói e não existe sensação melhor. Em Sherlock Holmes não existe um crime para ser desvendado, mas existe um jogo a ser jogado, um jogo de sombras.
Os fãs dos livros de Sherlock Holmes sabem que o maior vilão que ele já enfrentou foi o Prof. Moriarty. O professor é astuto, pensa grande, assim como o detetive, mas o professor pode mais, tem recursos para isso. Holmes (Robert Downey Jr.) começa esse segundo filme como em uma das cenas mais memoráveis do primeiro, numa perseguição a Irene Adler (Rachel McAdams), seu amor e ainda assim sua inimiga. Irene ainda trabalha para Moriarty (Jared Harris), mas ele tem conhecimento do que existe entre ela e o detetive e é ai que a primeira reviravolta do filme acontece.
O filme dá continuidade, mostrando agora um Holmes doentio e aparentemente depressivo, próximo de um surto psicológico. Acontece que esse novo e obcecado Holmes é a única chance que a Europa tem de evitar uma guerra. Holmes está sem escrúpulos e ainda mais egoísta, capaz de jogar a mulher de Watson de um trem em movimento para que seu plano dê certo, mas Holmes sabe o que faz, sempre soube, desde o começo.
É esse Holmes doentio que se mostra durante todo o filme, fazendo perceber em determinado momento que talvez tudo isso não se trate de salvar a civilização ocidental, mas sim de vingança. O novo Holmes é muito melhor que o antigo Holmes, suas peculiaridades afloram ao máximo e ele se torna então disposto a cometer sacrifícios para que tudo dê certo. Watson (Jude Law) se torna o personagem secundário que ele é, mas ainda assim imprescindível para que tudo dê certo, pois sem ele Holmes se despedaçaria.
Prof. James Moriarty
Sendo assim é fácil perceber que Robert Downey Jr. está fantástico. Que Jared Harris não fica atrás, e que Jude Law está perfeito no que ele deve ser. O destaque negativo fica para Noomi Rapace, a cigana Simza que no final das contas não adiciona muito para a trama do filme, sendo apenas uma espécie de fonte de locomoção para os dois.
Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras é muito melhor que o primeiro e ainda assim possui tudo aquilo que o primeiro teve. A comédia, as cenas de ação, as deduções espetaculares e as reviravoltas, mas tudo isso elevado a outro nível. A cena da perseguição na floresta é memorável. O jogo de gato e rato (ou talvez de pescador e peixe) tem um final surpreendente que ninguém da platéia espera, ficando ao final uma pergunta, seria aquele o fim?
Espero que não.
Informações Técnicas:
Título Original: Sherlock Holmes: A Game of Shadows
Título no Brasil: Sherlock Homes: O Jogo de Sombras
Direção: Guy Ritchie
Gênero: Ação/Aventura/Policial
Duração: 129 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
Custo: Não divulgado
Grude: 




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PS: Este filme também tem aquilo que falei na resenha de Gigantes de Aço. Ao final comecei a prestar mais atenção nas coisas e analisá-las mais, algo que comecei a adquirir ao assistir The Mentalist.












