Arquivo Musicais | Chiclete na Poltrona
fev 4 2013

[Resenha] Les Misérables – Os Miseráveis

por Ricardo Lopes

Depois de algum tempo sem escrever, por falta de tempo (leia preguiça), não poderia deixar de vir aqui falar (por livre e espontânea pressão do meu camarada Bruno Pedrassani) meus humildes comentários a respeito de “Os Miseráveis”. Obra adaptada do musical da Brodway que por sua vez foi inspirada na obra do escritor Victor Hugo (O corcunda de Notre-Dame).

Os_Miseraveis

Não sou aficionado por musicais ou tão pouco por filmes que se passam nesse período da revolução francesa, mas o elenco com Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway e Amanda Seyfried me chamou a atenção. Eis que “arrisquei”, para nooooooossa alegria minha felicidade, e já vou jogando na cara o seguinte: SENSACIONAL !
Pra quem não conhece a história, ela se passa em meio ao séc. XIX durante a revolução francesa e conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman) que por roubar um pão para alimentar uma irmã mais nova acaba sendo preso e sendo condenado a passar mais de vinte anos na prisão, praticamente como um escravo. Digo mais de vinte anos pois no filme não especificou bem sua pena, e até a sua fuga ele tinha cumprido 19 anos de prisão. Após sua fuga ele começa a ser caçado até o fim de seus dias pelo oficial Javert (Russel Crowe) e em meio os anos que se passam vemos algumas histórias entrelaçadas, como romances, etc…

Aproveitando a deixa pra falar dos personagens, não poderia deixar de comentar da carismática Anne Hathaway, que interpreta a  jovem Fantine, uma  empregada de Jean que após ser “demitida” da fábrica do senhorio, acaba tendo que se prostituir para conseguir sustentar sua filha, ainda pequena, Cosette (interpretada quando adulta por Amanda Seyfried). É impressionante como todos os personagens se entregam ao filme e conseguem te passar a emoção que estão vivenciando no momento. As músicas durantes suas falas realça o sentimento e fica ainda mais fácil de transmitir tamanha emoção.

Anne HathawayAdeus cabelo…

Novamente, a atuação dos atores é sensacional, de todos. O roteiro é excelente, a melodia se encaixa perfeitamente durante o diálogo. Como não tenho o costume de ver musicais com frequência, inicialmente fui me acostumando mas logo fui me envolvendo com o filme a ponto de não parar nem pra piscar.

Mais que merecidas as indicações ao Oscar de Melhor filme, Melhor ator (Hugh Jackman), Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway), Melhor Canção original, Melhor maquiagem, Melhor figurino, Melhor direção de Arte e Melhor mixagem de som. Dessa vez o Oscar não errou (pelo menos nas indicações). Achei realmente merecido.

Bom, já deu pra perceber que eu achei o filme muito bom. Os Miseráveis é daqueles filmes que você indica a alguém quando te perguntam que filme assistir em um fim de noite. Então, amigos… assistam sem medo. Vale a pena.

Informações Técnicas:

Título Original: Les Misérables

Título no Brasil: Os Miseráveis

Direção: Tom Hooper

Gênero: Musical / Drama

Duração: 2h38min (Longo, mas não é cansativo)

Ano de Lançamento: 2013

Origem: Reino Unido

Grude: ★★★★½

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mar 19 2011

Burlesque

por Ricardo Lopes

Fala moçada do chiclete ! Ressaca pós-carnaval passando e nós aqui voltando a nos adaptar neste mundo rotineiro. E pra voltar bem, já venho lhes resenhar deste filme: Burlesque.

Burlesque se passa na famosa Los Angeles e tem sua história centrada em Ali (Christina Aguilera), uma jovem do interior com um talento fora dos padrões para cantar e dançar. Ali vê sua oportunidade de brilhar indo para L.A e lá as coisas não acontecem bem da forma esperada, muitas dificuldades e sempre a mesma resposta das agências: “ficaremos com seu contato e caso apareça alguma vaga nós ligaremos”. (Quem nunca ouviu isso antes?) Para surpresa da garota, ela passa em frente a uma boate diferente, exótica… E é aí que ela conhece Burlesque.

Burlesque é uma espécie de teatro, misturado com dança e mulheres bonitas que interpretam músicas ‘antigas’ de várias cantoras famosas. O lugar é comandado por Tess (Cher), uma cantora e também dançarina que ama o local.

No filme nós podemos encontrar várias tramas. Primeiro tem a Tess com uma dívida no banco e está prestes a perder a sua tão amada casa noturna. Tem também a jovem do interior que busca o seu sonho de ser  uma cantora famosa. Relacionamentos ‘complicados’ e aquela pessoa com talento que não tem oportunidade de mostrar o seu verdadeiro trabalho. Tudo no mesmo canto.

O filme marca a estréia de Christina Aguilera no cinema e o retorno da tão aclamada Cher as telonas. Foi uma surpresa pra mim, fui sem muita pretenção para assistí-lo e acabei achando o filme muito bom. Ótima trilha sonora, figurino e todo o visual do filme me prenderam a atenção. Confesso que são pouquíssimos musicais que gosto, e esse é um deles.

Vá sem preconceito e assista que você terá uma bela surpresa.

PS: A Cher foi indicada ao Framboesa de Ouro como pior atriz coadjuvante (que coisa não?)

Confira o trailer abaixo:

Informações:

Título: Burlesque

Direção: Steve Antin

Gênero: Musical

Tempo de duração: 114min

Ano de lançamento no Brasil: 2011

Grude: ★★★★☆

 

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jan 22 2011

Coração Louco – Crazy Heart

por Ricardo Lopes

Assisti essa semana mais uma ótima produção do cinema. Coração Louco. Ótima indicação do meu cumpadre chicleteiro Marcos Costa. Vivi pros chegados…

Lançado em 2009, o filme conta a história de um ex-cantor de música country, interpretado por Jeff Bridges, que tenta recuperar a boa forma após conhecer uma jornalista (Maggie Gyllenhaal).

Bad Blake como é conhecido, é um cara solitário que vive viajando nas cidades do interior estadunidense, acompanhado de sua guitarra tocando  música Country. Com idade avançada, Blake está numa fase de auto-destruição, por ser alcóolatra e fumar feito um desgraçado. Tudo começa a mudar quando Blake conhece uma jornalista, mãe solteira e fã de seu trabalho. A partir daí  que ele começa a ver que as coisas podem melhorar na sua vida. Apesar dos altos e baixos dessa relação amorosa (como toda relação tem né? Clichê!)  é algo que torna a vida de Blake melhor, trazendo todo o drama de uma pessoa com problemas de alcoolismo em recuperação.

O filme ainda tem a participação de Colin Farrell, interpretando Tommy Sweet. Cantor jovem e que desperta o interesse do público,  apesar dos grandes sucessos terem sido escritos por Blake. Algo que me chamou a atenção é de como Tommy reconhece o trabalho de Bad Blake, sempre o mencionando em seus shows como mentor de seu trabalho. Depois de todo o drama vivido, ele ainda escreve uma das mais belas canções do filme: The Weary Kind, que relata todo o sofrimento dele, vivido com Jean e o álcool.

Coração Louco é baseado no romance de 1987 de mesmo nome, escrito por Thomas Cobb. Recebeu vários prêmios como o Oscar de Melhor Ator para Jeff Bridges (mereceu mesmo), Melhor Canção Original com The Weary Kind (Ryan Bingham)… Ganhou ainda Globo de Ouro nas mesmas categorias e Melhor Ator no Saga Awards. Ou seja, vale a pena ver o Jeff Bridges neste filme.

Fica a dica pra quem gosta de Drama. Um ótimo filme, com uma trilha sonora espetacular…

Informações:

Título Original: Crazy Heart

Título no Brasil: Coração Louco

Direção: Scott Cooper

Duração: 111 minutos

Gênero: Drama/Musical

Ano de Lançamento: 2009

Grude: ★★★★★

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dez 21 2010

[Resenha] Interstella 5555 : The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem

por Bruno Pedrassani

Esse post é um pouco diferente do habitual. Vou falar de um longa metragem, mas não um comum visto nos cinemas e locadoras.

Interstella 5555:  The 5story of the 5ecret 5tar 5ystem é uma animação feita pela japonesa Toei Animation(a mesma de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Digimon e outros) em parceria com a dupla que está – como diz meu amigo Ricardo – “em alta”, Daft Punk.

Diz a wikipedia que o filme é uma realização visual do álbum Discovery do Daft Punk, e não há definição melhor pra isso. Trata-se de todo o álbum contando a história do rapto de uma banda musical alienígena.

O interessante aqui é a forma como a história é contada, pois é a música somente quem a conta, na forma de clipes musicais. Não há diálogos e outras adições(salvo alguns efeitos sonoros em algumas partes). O melhor, você consegue entender muito bem, você vive aquilo enquanto vê. O melhor², há músicas em que o que acontece no filme está diretamente sincronizado com a batida da música, o que é sensacional.

Como já falei, é a história do rapto de uma banda alienígena, que é trazida pra Terra, mas que antes sofre lavagem cerebral e ganha uma nova “roupagem”, digamos assim, pra que se pareçam com humanos. Os caras são bons músicos, fazem sucesso na Terra, ficam famosos, mas claro que há aquela virada na história pra que eles se salvem do vilão.

Assisti esse filme há uns 3 anos(mais ou menos quando comecei a curtir muito Daft Punk), mas a memória que ele me deixou é nítida, e vê-lo hoje novamente ainda me deixa feliz. Há toda uma crítica pela forma como o entretenimento é “usado”, “comprado”, “vendido”. É outro filme que foge do lugar-comum a que estamos acostumados e até quem não gosta muito de Daft Punk se deixa contagiar pelas músicas assistindo o filme.

É uma experiência única, diferente. Gostaria que tivessem mais iniciativas desse tipo, mudanças na forma de entretenimento, nos paradigmas. Como citei, Romance é outra maneira de falar de amor. Scott Pilgrim, apesar de ser um filme de nicho, é totalmente diferente dos filmes convencionais(aliás, achei o filme muito bom!). 5x Favela é outra visão do mundo das favelas, feito por quem vive lá dentro. E Interstella 5555 é, apesar de ser “velho”, outra maneira de se apreciar boa animação com boa música(e ficção científica, por que não?).

É, pelo visto a galera do Chiclete gosta mesmo é de se reinventar.

PS: quando assisti, o filme estava disponível no youtube pra ser assistido. Tentei dessa vez, mas o canal não pode exibir para o Brasil. Há ainda como assistí-lo todo pelo youtube, mas você tem que achar as partes separadas.

Informações:
Título no Brasil: Interstella 5555:  The 5story of the 5ecret 5tar 5ystem(ou seja, não tem tradução)
Título Original: Interstella 5555:  The 5story of the 5ecret 5tar 5ystem
País de Origem: Japão / França
Gênero: Animação / Musical / Ficção Científica
Tempo de Duração: 68 minutos
Ano de Lançamento: 2003
Direção: Kazuhisa Takenouchi

Grude: ★★★★☆

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