Arquivo Faroeste | Chiclete na Poltrona
jan 23 2013

[Resenha] Django Livre

por Bruno Pedrassani

Quando apareceram os créditos iniciais escritos naquela fonte que remete aos antigos filmes de faroeste, e com a excelente música que o Tarantino escolhe como ninguém(em Ennio Morricone minha gente), eu já pensei esboçando um sorriso: pronto, já posso ir embora porque o filme já valeu a pena. Sério, pensei isso nos créditos iniciais.

Provavelmente quem aprecia um bom faroeste deve ter esboçado o mesmo sorriso que eu, porque foi completamente nostálgico. Mas é claro que, em se tratando de Tarantino, a coisa não iria ficar na nostalgia, e é por isso que qualquer um que goste de violência e vingança, vai gostar desse filme.

Djangooooo!

 

O filme começa em 1858, 2 anos antes da guerra civil, mostrando nosso Django(Jamie Foxx) ainda acorrentado e escravo. Dr. King Schultz(Christoph Waltz), que estava à procura de Django, o encontra e, já à maneira Tarantino, o “compra” dos seus antigos captores.

E assim, Django perde as correntes mas ainda não está livre. Pra conquistar sua liberdade, Django precisa ajudar Dr. King – que é um caçador de recompensas – a encontrar os irmãos Brittle, pois Django já teve contato com eles. E então se inicia a aventura improvável de um escravo negro e um alemão caçador de recompensas.

A história se desenvolve muito bem, não se enrola demais em nenhum ponto, e Dr. King ainda te arranca umas risadas. Desde o treinamento de Django como caçador de recompensas, até a busca final pela esposa(Kerry Washington) do ex-escravo, Dr. King está lá ajudando com ideias totalmente não ortodoxas e muito sangue.

Aliás, quando você conhece o monsier Calvin J. Candle(Leonardo DiCaprio) é que o filme fica realmente tenso, pois você vê que ele é um ricaço esperto, e a dinâmica entre Dr. King, Django e Candle parece que pode explodir a qualquer momento. Inclusive, é na fazenda do ricaço que você vê como era ser negro antes da guerra civil. Há cenas realmente angustiantes, e nisso podemos parabenizar DiCaprio por der feito um excelente papel.

E já que citei papel, preciso falar sobre essa indicação do Waltz a melhor ator coadjuvante: furada! Não porque ele atuou mal, muito pelo contrário, ele é o filme! Só porque o nome do protagonista é Django, ele não pode ser indicado para melhor ator principal(on a leading role). Mas sério, ele é quem mais aparece no filme, ele é quem faz o filme acontecer. Não que Foxx seja mal ator(porra, ele arrebentou em Ray), mas a atuação de Foxx não tem nada demais, até porque o papel não exige muito. Já Waltz, se ganhar o Oscar novamente, foi merecido.

Outras coisas que valem serem destacadas: trilha sonora – impecável. Sangue – muito sangue. Violência – violentamente bastante. Tarantino fazendo ponta e morrendo idiotamente como em todos os filmes dele – sensacional.

Não há mais o que citar. Seja pra apreciadores do antigo faroeste, ou simplesmente apreciadores de uma boa obra de vingança, o filme vale cada centavo. Cena final à lá Scarface foi um a mais.

Informações Técnicas:

Título Original: Django Unchained

Título no Brasil: Django Livre

Direção: Quentin Tarantino

Gênero: Faroeste

Duração: 165 minutos

Ano de Lançamento: 2012

Origem: EUA / Nova Zelândia

Orçamento: 100 meeeelhões de doletas

Grude: ★★★★½

PS: na saída do filme, escutei um casal conversando sobre o filme. Basicamente o cara perguntando pra mulher se ela tinha gostado. Ela disse que achou algumas cenas de violência exageradas. Hahaha, tive que rir. Tarantino realmente tende a fazer as coisas mais espalhafatosas(vide Kill Bill), mas os tiroteios de Django Livre são muito bons. Se em filmes comuns você vê um cara morrendo e ele sai de cena, aqui  o cara morria e continuava sendo fuzilado, porque bem, o corpo dele ainda está no meio do campo de batalha. Sensacional.

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set 20 2011

[Resenha] Cowboys & Aliens

por Marcos Costa

O velho oeste renova-se ao encontrar a tecnologia e a ficção científica no último trabalho de John Favreau.

1873. Daniel Craig (007: Quantum os Solace) acorda no meio do deserto do Arizona, sem memória, com algumas peças de roupa, um estranho bracelete de metal e a foto de uma mulher. Três viajantes o abordam e o ameaçam, mas sozinho consegue se defender. Tomando parte de seus pertences e um cavalo segue para a cidade mais próxima. Lá acaba descobrindo seu nome: Jake Lonergan, um conhecido criminoso com uma considerável recompensa pela sua cabeça. Woodrow Dolarhyde (Harrisson Ford), o homem mais rico da região, também está a sua procura e tenta tirá-lo das mãos do sherife local, mas durante a abordagem estranhos objetos voadores aparecem sobre a cidade, destruindo casas e raptando parte dos moradores de Absolution. A partir daí uma pequena caravana é formada para rastrear os “demônios” e trazer a população de volta.

Confesso que não vi muitos filmes de velho oeste. Sempre gostei mais do gênero ficção científica, algo mais moderno ou futurista. Mas estar na pele de John Marston em Red Dead Redemption despertou em mim um certo interesse pelo tema. Daí, ao dar de cara com o primeiro anúncio deste filme pensei imediatamente “preciso assistir”. A mistura chama a atenção, desperta curiosidade. É verdade que o mercado está saturado de filmes com ambos os temas, mas Cowboys & Aliens inova ao mesclar ambientações tão distintas e tão conhecidas.

Lonergan, Jake Lonergan

De início a mobilização espontânea dos personagens – que até então estavam em pé de guerra – pode parecer meio estranha, mas funciona, pois cada um possui um objetivo ao se unir com os outros. Jake procura a mulher da foto; Dolarhyde teve seu filho raptado; Doc (Sam Rockwell – Homem de Ferro 2), o dono do bar, busca sua esposa; Ella (Olivia Wilde – Tron: O Legado), uma viajante desconhecida, possui um estranho interesse pelos aliens; e assim por diante.

O elenco é muito bom. Craig parece trazer o famoso espião britânico para o velho oeste, dando um certo ar de superioridade a Lonergan, que me agradou bastante. Ford também está muito bem. Entretanto, Olivia e seu personagem deixam a desejar. Ella não convence, não aparenta ter função até os últimos minutos do filme. Os efeitos especiais também agradam, os aliens e seus veículos estão bem feitos, apesar de não servirem para muita coisa além de alvos móveis para as armas de fogo. Há também alguns toques de comédia, na medida certa.

O filme é uma adaptação de uma HQ de mesmo nome. Não fosse o título e tema, seriam duas histórias distintas. Não li o trabalho original, mas ao ler um resumo não tive o mesmo entusiasmo de quando li pela primeira vez sobre o filme.

No mais, Cowboys & Aliens consegue ser mais do mesmo, diferente, novo e velho, tudo junto.

Grude: ★★★½☆
Título Original: Cowboys & Aliens
Título no Brasil: Cowboys & Aliens
Lançamento: 29 de Julho nos EUA e 9 de Setembro no Brasil
Diretor: John Favreau
Duração: 118 minutos
Gênero: Ação, Faroeste, Sci-Fi, Thriller

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abr 4 2011

Leone by Tarantino is EPIC

por Bruno Pedrassani

O freqüentador(não consigo escrever essa sem trema) mais assíduo deste blógue já deve saber que eu sou um apreciador das obras de faroeste. Se não é tão assíduo, basta dar uma olhada aqui(só eu falo de faroeste por aqui).

E como um grande apreciador de faroeste e também de Quentin Tarantino, é com muito prazer e ansiedade que repasso esta notícia.

Quentin Tarantino está envolvido em um novo projeto(não se sabe ainda se como diretor, produtor ou o quê) que será uma homenagem a Sergio Leone, o cara responsável pelas obras da Trilogia do Homem Sem Nome, O Pistoleiro do Diabo, o excelente Era Uma Vez No Oeste(resenha em breve por aqui) entre outros Spaghetti Westerns.

Tarantino sempre faz obras inesquecíveis, não interessando a forma de envolvimento com as mesmas, mas eu quero é vê-lo como diretor, produtor e roteirista desse projeto. Se tem alguém que pode fazer algo muito bem feito, é Tarantino. Mas sim, eu sei, isso tudo é querer demais.

E há ainda outra coisa muito boa nesse projeto: Christoph Waltz, o ganhador do Oscar pelo excelente coronel Hans Landa de Bastardos Inglórios(também de Tarantino), já está confirmado no projeto.

Obras de Tarantino sempre geram grande expectativa, mas até hoje nunca fiquei decepcionado. E com Waltz no elenco, acredito que mais uma obra épica está por vir. E que venha.

Fonte [ Jovem Nerd News ]

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mai 6 2010

O Senhor dos Anéis de Stephen King

por Bruno Pedrassani

A Torre Negra é a história épica que Stephen King escreveu porque queria algo do mesmo nível de O Senhor dos Anéis, de Tolkien. Na verdade, a história rola em um universo alternativo que é meio que a mistura da Terra Média da obra de Tolkien, com o Velho Oeste idealizado por Sergio Leone nos seus faroestes massudos mais uma pitada da lenda de Artur. Inclusive King já disse que Roland Deschain, o “mocinho” de sua obra, foi baseado no personagem de Clint Eastwood, O Homem Sem Nome. Imaginou o nível do mix?

A cara de Eastwood, não?

Confesso que estou meio atrás na história do livro aqui, li somente os dois(ou seriam três? não lembro) primeiros livros, que são excelentes por sinal, mas não sei a história toda. O que interessa é que King consegue te convencer e te colocar dentro do mundo que ele concebeu, que sempre me pareceu como uma terra dos mortos(tem que ser algo do gênero, porque no final, King escreve terror né?).

Bom, introduções à parte, a notícia aqui é que J. J. Abrams(ê cara badalado atualmente hein) perdeu/desistiu de fazer a adaptação. Aparentemente ele queria terminar Lost antes pra fazer com a mesma equipe, mas ou o tempo acabou, ou eles disseram que não fariam jus à obra de King, ou os dois. De fato, vi as duas “desculpas”.

O que interessa para os interessados(!) é que a obra agora será adaptada por Ron Roward(aquele cara que parece o Nando Reis e que fez as adaptações de Dan Brown, sabe?), juntamente com Brian Grazer e Akiva Goldsman. A idéia deles é fazer um longa e depois continuar a história através de um seriado de TV(acredite, a história é grande).

Disso podemos concluir que provavelmente teremos um ator meio desconhecido fazendo o papel de Roland. Eu concluo isso pelo menos, porque fazer um filme e se engajar em um seriado não é qualquer ator que vai aceitar, principalmente os mais badalados. A não ser que não sejam os mesmos atores, mas bem, aí não fica muito bom.

Aliás, fica a pergunta: quem seria um bom novo Eastwood pra fazer o papel de Roland? Não consigo pensar em ninguém no momento…

Fontes: [ Omelete ] e [ Jovem Nerd ]

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abr 6 2010

[Rebobinando] O Pistoleiro do Diabo

por Bruno Pedrassani

OK, o nome em português-do-Brasil do filme é O Estranho Sem Nome. E OK, nenhum dos dois nomes(o “abrasileirado” e o lusitano) da tradução é literal de High Plains Drifter, que seria algo como Itinerante dos Planaltos, ou ainda, Peregrino dos Planaltos. Mas cá pra nós, se fosse uma tradução literal o nome seria muito porco. E cá pra nós², o nome lusitano é o melhor dos três.

Bom, o nome brasileiro não é à toa: é mais uma encarnação de Eastwood do personagem surgido na Trilogia dos Dólares, que comentamos aqui.

Só que nessa encarnação, o homem sem nome está mais… mau digamos assim. O filme já começa com o cidadão chegando em uma cidade que fica à beira de um lago(não obstante, o nome da cidade é Lago), e já sai matando 3 camaradas que não foram com a cara dele. Na sequência uma mulher vai encher o saco atazanar a vida dele, e já é estuprada no celeiro(e claro que ela gosta, ele é fodão O Cara).

Mas o negócio ali é que os homens da cidade são todos uns cagões medrosos, e ninguém tem coragem de confrontar o Estranho. E mais, a cidade teme que 2 bandidos voltem pois estão saindo da prisão estadual ou coisa assim. Sendo assim, acabam pedindo ajuda para o Estranho, que obviamente se aproveita da situação.

O filme foi dirigido e estrelado por Clint Eastwood em 1973, sendo o primeiro faroeste dirigido por ele, e sua segunda direção(o primeiro foi Play Misty for Me, “abrasileirado” para Perversa Paixão – e digo que a versão lusitana foi melhor novamente, pois se chama Destinos nas Trevas).

Algumas notas sobre o filme.

Eastwood construiu a cidade inteira à beira do Mono Lake para o filme, sendo que o mesmo foi filmado inteiramente em seis semanas.
Outra nota interessante é que no cemitério do filme, há duas tumbas – ou túmulos para os desavisados – em que constam os nomes “Sergio Leone” e “Don Siegel”, como uma forma de tributo aos grandes diretores.

Grude: ★★★★☆

PS: Clint Eastwood é um cara tão foda que não cabe tudo sobre o cara em uma página da wikipedia só, então ele tem uma página separada só pra filmografia, e outra só pra indicações e prêmios.

PS²: Meu pai foi comprar o DVD do filme de uma locadora que estava fechando em Canoinhas/SC. Pagou 15 mangos no filme, que está em ótimo estado. O problema é que 2 dias depois eu vi na loja das americanas o filme novo sendo vendido a R$9,90.

PS3: Já disse que ainda vou ter um.

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