[Resenha] Fúria de Titãs 2
Eu não gostei muito do primeiro filme. O que parecia ser uma boa adaptação da mitologia grega cheia de efeitos especiais acabou se tornando só mais um filme de ação/aventura. Mas aí os produtores aprenderam com seus erros e fizeram Wrath of The Titans (agora sim é “Fúria”). E dessa vez há realmente um Titã.

Dez anos se passaram após os acontecimentos do primeiro filme. Perseu (Worthington) – filho de Zeus (Neeson) – vive como um pescador junto de seu filho, Hélio. Isto porque Io faleceu e, antes disso, pediu a Perseu uma promessa: que seu filho nunca empunhasse uma espada. Tudo ia bem até que Zeus aparece solicitando sua ajuda, pois os poderes dos deuses estão diminuindo graças à crescente falta de fé dos humanos. Com isso, as paredes do Tártaro (seria como o inferno da mitologia grega) estão desabando, trazendo um enorme perigo para a humanidade. Entretanto, Perseu recusa – agora há um filho para tomar de conta. Zeus então viaja para o Tártaro junto de Ares (Ramírez) – também seu filho – e Poseidon (Huston) para encontrar Hades (Fiennes) e solicitar sua ajuda, esquecendo as desavenças do passado. Ares, por ciúmes da relação de Zeus com Perseu, mostra-se estar do lado de Hades, atacando seu pai e tio. Juntos pretendem drenar todo o poder de Zeus para despertar o Titã Kronos.
Se o primeiro se mostrou uma adaptação fraca da mitologia grega, dessa vez os produtores e roteiristas resolveram chutar o balde. Fúria de Titãs 2 apenas utiliza os personagens das fábulas gregas. Pensando bem agora, o primeiro também. Mas dessa vez já sabemos o que esperar. Eles devem ser vistos como histórias paralelas ou alternativas. Nada de fidelidade aos mitos originais. Dessa forma os roteiristas tiveram mais liberdade e flexibilidade em relação ao que colocar na tela. Mas é aí que o filme peca. O que mais me chamou a atenção foi ver um Hades, digamos, bonzinho. Apesar de não haver relatos na mitologia de que Hades seja ruim ou mal, essas características foram atribuídas a ele no mundo moderno. Então, é de se estranhar o rumo que ele toma no desenrolar da trama. Outra novidade são as pitadas de comédia. O personagem Agenor (Kebbel) parece ter sido adicionado apenas para essa função, pois quando não está fazendo piadas apaga-se completamente . A leve comédia faz rir, as piadas são bem colocadas, mas talvez estejam lá apenas para disfarçar o roteiro mediano. Eu gostei da novidade mas fico na dúvida se o filme ficaria melhor ou pior sem elas – talvez desse um ar mais épico, quem sabe. E felizmente, o (onipresente) romance foi sucinto e discreto.
A única coisa que senti falta foram as armaduras dos deuses, elas foram o que mais me agradou no primeiro. Infelizmente Liebesman não é tão fã dos Cavaleiros do Zodíaco quanto Louis Leterrier.
Grude: 




Título Original: Wrath of The Titans
Data de lançamento: 30 de Março de 2012
Diretor: Jonathan Liebesman
Duração: 99min
Com Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Édgar Ramírez, Toby Kebbel, Rosamund Pike, Bill Nighy, Danny Huston, John Bell.









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