Arquivo Épicos | Chiclete na Poltrona
jan 17 2013

[Resenha] O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

por Bruno Pedrassani

Férias acabaram, festa duro acabou, voltamos às resenhas :).

Vou começar com uma bomba: melhor 3D que vi na vida, só que não é o do Hobbit. O 3D do Hobbit é bem feito e não incomoda, mas fui assistir essa obra de arte no IMAX e, antes de começar o filme, passou uma cena completa de nove minutos do novo Star Trek – Além da Escuridão – e meu amigo, esse Star Trek novo promete.

Voltando ao Hobbit.

Dê Róbit - Ân Ânecspékted DjãrneiChicleteiros, é até difícil falar sobre o filme. Ver a terra média novamente e todos os Hobbits já valeu cada centavo. Ouvir as músicas e ver anões cantando foi de arrepiar. Ver o Gollum(Andy Serkis) novamente, com pegadinhas no escuro(!) e relembrar o livro é nostálgico.

A história, pra quem vive fora da Terra e ainda não sabe, é sobre um grupo de anões, liderados por Thórin Escudo-de-Carvalho(Richard Armitage), que juntamente com Gandalf, o mago cinzento(Ian McKellen), e Bilbo Bolseiro, o Hobbit(Martin Freeman), decidem ir recuperar o lar de tais anões que está dominado por um Dragão.

No começo do filme já mostra a história dos anões, o dragão chegando, os anões indo embora, os problemas com os elfos e o porquê da raiva entre as raças. Se por um lado essa motivação de recuperar o lar dos anões é diferente da do livro original, acredito que ficou excelente para a película, e muito bem construída.

Mas como o filme foi dividido em três partes, obviamente o dragão ficará pra parte final. Nessa primeira parte, os reais inimigos do grupo inesperado são os Orcs e seu líder, que prometeu acabar com toda a raça de Thórin. Aliás, por falar em Thórin, a história do nome dele que passa no filme também é de arrepiar.

São tantas cenas memoráveis pra falar aqui que vou parar. Sério, por mais que em alguns momentos o filme parecesse arrastado, tudo que o Peter Jackson fez deixou o filme épico. Todas as cenas são épicas, excelentes, mesmerizantes. Galadriel aparecendo foi estupefato. Radagast e seus bixos na floresta é capaz de arrancar lágrimas. Trolls trollando na floresta é cômico. O filme tem de tudo, mesmo que se alongue por algumas vezes.

No campo de atuações, no começo eu estranhei um pouco o Martin Freeman como Bilbo, mas logo que você percebe os maneirismos, o jeito nervoso de Hobbit, a maneira de fazer tudo, não só me acostumei como achei uma excelente atuação. Armitage como Thórin também mandou muito bem, e McKellen não precisa nem ser citado.

No final das contas, acho que foi um filme pra fã. Tem um carinho incrível na execução, e parece que tudo foi épico. Eu, como fã que sou, achei o filme sensacional.

Informações Técnicas:

Título Original: The Hobbit – An Unexpected Journey

Título no Brasil: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

Direção: Peter Jackson

Gênero: Épico/Aventura/Fantasia

Duração: 169 minutos

Ano de Lançamento: 2012

Origem: EUA / Nova Zelândia

Orçamento: Entre 200 e 315 milhões de Obamas

Grude: ★★★★½

 

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abr 5 2012

[Resenha] Fúria de Titãs 2

por Marcos Costa

Eu não gostei muito do primeiro filme. O que parecia ser uma boa adaptação da mitologia grega cheia de efeitos especiais acabou se tornando só mais um filme de ação/aventura. Mas aí os produtores aprenderam com seus erros e fizeram Wrath of The Titans (agora sim é “Fúria”). E dessa vez há realmente um Titã.

Dez anos se passaram após os acontecimentos do primeiro filme. Perseu (Worthington) – filho de Zeus (Neeson) – vive como um pescador junto de seu filho, Hélio. Isto porque Io faleceu e, antes disso, pediu a Perseu uma promessa: que seu filho nunca empunhasse uma espada. Tudo ia bem até que Zeus aparece solicitando sua ajuda, pois os poderes dos deuses estão diminuindo graças à crescente falta de fé dos humanos. Com isso, as paredes do Tártaro (seria como o inferno da mitologia grega) estão desabando, trazendo um enorme perigo para a humanidade. Entretanto, Perseu recusa – agora há um filho para tomar de conta. Zeus então viaja para o Tártaro junto de Ares (Ramírez) – também seu filho – e Poseidon (Huston) para encontrar Hades (Fiennes) e solicitar sua ajuda, esquecendo as desavenças do passado. Ares, por ciúmes da relação de Zeus com Perseu, mostra-se estar do lado de Hades, atacando seu pai e tio. Juntos pretendem drenar todo o poder de Zeus para despertar o Titã Kronos.

Se o primeiro se mostrou uma adaptação fraca da mitologia grega, dessa vez os produtores e roteiristas resolveram chutar o balde. Fúria de Titãs 2 apenas utiliza os personagens das fábulas gregas. Pensando bem agora, o primeiro também. Mas dessa vez já sabemos o que esperar. Eles devem ser vistos como histórias paralelas ou alternativas. Nada de fidelidade aos mitos originais. Dessa forma  os roteiristas tiveram mais liberdade e flexibilidade em relação ao que colocar na tela. Mas é aí que o filme peca. O que mais me chamou a atenção foi ver um Hades, digamos, bonzinho. Apesar de não haver relatos na mitologia de que Hades seja ruim ou mal, essas características foram atribuídas a ele no mundo moderno. Então, é de se estranhar o rumo que ele toma no desenrolar da trama. Outra novidade são as pitadas de comédia. O personagem Agenor (Kebbel) parece ter sido adicionado apenas para essa função, pois quando não está fazendo piadas apaga-se completamente . A leve comédia faz rir, as piadas são bem colocadas, mas talvez estejam lá apenas para disfarçar o roteiro mediano. Eu gostei da novidade mas fico na dúvida se o filme ficaria melhor ou pior sem elas – talvez desse um ar mais épico, quem sabe. E felizmente, o (onipresente) romance foi sucinto e discreto.

Fúria de Titãs 2 apresenta uma melhoria considerável em relação ao seu antecessor. Os efeitos estão ótimos, monstros muito bem feitos (com destaque para o titã Kronos), melhores batalhas, mas as atuações, assim como o roteiro, continuam regulares. O 3D foi o maior diferencial. O primeiro filme apresentava um efeito estereoscópico pobre, mal feito. Isso aconteceu pois a película foi convertida para o formato semanas antes de seu lançamento. Por incrível que pareça, a sequência também foi convertida, mas tudo foi planejado desde o início para o 3D. De acordo com o novo direitor Jonathan Liebesman, a filmagem foi feita do modo convencional porque assim ele conseguiria melhores texturas nas cenas. O resultado ficou excelente. Confesso que assisti o filme todo pensando que havia sido filmado com a tecnologia e devo dizer que vale o ingresso.

A única coisa que senti falta foram as armaduras dos deuses, elas foram o que mais me agradou no primeiro. Infelizmente Liebesman não é tão fã dos Cavaleiros do Zodíaco quanto Louis Leterrier.

Grude: ★★★½☆
Título Original: Wrath of The Titans
Data de lançamento: 30 de Março de 2012
Diretor: Jonathan Liebesman
Duração: 99min
Com Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Édgar Ramírez, Toby Kebbel, Rosamund Pike, Bill Nighy, Danny Huston, John Bell.

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jun 18 2010

Vazam primeiras imagens do set de O Hobbit

por Marcos Costa

A adaptação do prelúdio da série “O Senhor dos Anéis” está engatinhando. Ainda mais agora que Guillermo del Toro confirmou sua saída recentemente. Sem falar que Peter Jackson pretende participar apenas como produtor executivo.

Mas, para a alegria de todos, algumas cenas da construção do set vazaram na internet nos últimos dias.

Bolsão
Condado

De acordo com o site Comic Book Movie as fotos foram tiradas no mês passado.

Inicialmente, a primeira parte de duas estava planejada para sair no final de 2011, mas devido aos problemas enfrentados nem Gandalf saberia dizer ao certo a nova data.

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jun 7 2010

[Resenha] Fúria de Titãs

por Marcos Costa

Fúria de Titãs

É verdade que ultimamente os posts do Chiclete têm demorado para aparecer mais do que a menstruação da sua namorada. Mas isso é normal quando possuímos vida social… Ou não.

Anyway, assisti recentemente Fúria de Titãs (Clash of The Titans), o remake do clássico épico de mesmo nome lançado em 1981. Eu esperava ansiosamente por este filme, pois o trailer é sensacional. Mas a “sensacionalidade” acaba por aí.

O filme é baseado na história de Perseu, semideus da mitologia grega. Nesse caso, “baseado” quer dizer usar só a ambientação e o nome dos personagens. Há muitos absurdos e poucos fatos condizentes com a história. Exemplos: Perseu se apaixonar por Io ao invés de Andrômeda; Andrômeda ser sacrificada para salvar Argos; Hades ser enganado por Zeus e ter ficado com o submundo; entre outros. Por isso não entrarei em detalhes sobre a mitologia grega, senão o post ficaria imenso. Entretanto algumas coisas me incomodaram bastante.

Primeiro: Kraken. Aqui ele foi criado por Hades a fim de derrotar os Titãs, que até então governavam a Terra. Ok, mas tem um pequeno detalhe: o monstro é da mitologia Nórdica! NÓRDICA! Tipo, what the hell ele está fazendo num filme sobre a mitologia grega? O monstro grego chama-se Cetus e foi enviado por Poseidon! Ele aparece quando Perseu, após matar a Medusa, encontra Andrômeda acorrentada no meio do mar. A criatura do filme é realmente muito legal, bem feita, dá mais ação ao filme, ela destrói varias coisas e tal… Mas… Nada a ver. E outra, ela aparece muito pouco tempo. O personagem mais “hype” do filme têm só uma breve aparição. Foi decepcionante.

Kraken

Metidão você, hein?

Segundo: O Perseu Worthington é muito teimoso, muito “cu doce”. Ao contrário do original, que aceitou quatro presentes dos deuses, esse recusa todas as vantagens que ele tem sendo um semideus. Isso por querer cumprir a missão “como um homem”. Ao invés de usar a espada que ganhou de Zeus desde o começo, ele espera todo mundo morrer (antes que você dê chiliques isto não é um spoiler, é um acontecimento óbvio). E todo esse ódio em relação aos deuses e afins não existe em relato algum. Aí eu pergunto: pra que isso? Se foi com o intuito de forçar um personagem “fodão” falharam miseravelmente. Conseguiram no máximo um personagem com estupidez tomando o lugar da coragem e/ou bravura.

Terceiro: Sem racismo, mas… Pégaso negro?!

Colocando as diferenças “históricas” e mitológicas de lado, Fúria de Titãs (sem Titã algum) é bem divertido. As cenas de ação e as batalhas são bem legais e os efeitos especiais muito bonitos de se ver. Entretanto, as cenas não possuem nenhum tipo de conexão ou transição para mostrar um acontecimento paralelo, são simplesmente cortadas. O filme é praticamente jogado na sua cara, ele não flui. Há quem se incomode muito com esse tipo de coisa. Apesar de não me sentir cem por cento confortável com isso, consegui assistir sem problemas.

Ah, um detalhe que eu curti bastante foi o figurino dos deuses. Eles parecem os Cavaleiros do Zodíaco, vestidos com armaduras bonitas e brilhantes. Durante certa entrevista, o diretor Louis Leterrier afirmou ser fã da série e disse que as roupas eram uma homenagem. Não é à toa que Masami Kurumada (autor dos CdZ) foi convidado a participar da produção de alguns pôsters.

Fuck Yeah

“Fuck Yeah”

Resumindo: se você é fã da mitologia e quer ver uma boa adaptação, passe longe. Se você só quer ver um filme de aventura cheio de efeitos especiais, ele é perfeito. Mas se você é um pouco de cada – como eu – vai achar o filme legalzinho.

Título Original: Clash of The Titans
Lançamento: 2010
Direção: Louis Leterrier
Duração: 106 minutos
Grude: ★★½☆☆

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mai 6 2010

O Senhor dos Anéis de Stephen King

por Bruno Pedrassani

A Torre Negra é a história épica que Stephen King escreveu porque queria algo do mesmo nível de O Senhor dos Anéis, de Tolkien. Na verdade, a história rola em um universo alternativo que é meio que a mistura da Terra Média da obra de Tolkien, com o Velho Oeste idealizado por Sergio Leone nos seus faroestes massudos mais uma pitada da lenda de Artur. Inclusive King já disse que Roland Deschain, o “mocinho” de sua obra, foi baseado no personagem de Clint Eastwood, O Homem Sem Nome. Imaginou o nível do mix?

A cara de Eastwood, não?

Confesso que estou meio atrás na história do livro aqui, li somente os dois(ou seriam três? não lembro) primeiros livros, que são excelentes por sinal, mas não sei a história toda. O que interessa é que King consegue te convencer e te colocar dentro do mundo que ele concebeu, que sempre me pareceu como uma terra dos mortos(tem que ser algo do gênero, porque no final, King escreve terror né?).

Bom, introduções à parte, a notícia aqui é que J. J. Abrams(ê cara badalado atualmente hein) perdeu/desistiu de fazer a adaptação. Aparentemente ele queria terminar Lost antes pra fazer com a mesma equipe, mas ou o tempo acabou, ou eles disseram que não fariam jus à obra de King, ou os dois. De fato, vi as duas “desculpas”.

O que interessa para os interessados(!) é que a obra agora será adaptada por Ron Roward(aquele cara que parece o Nando Reis e que fez as adaptações de Dan Brown, sabe?), juntamente com Brian Grazer e Akiva Goldsman. A idéia deles é fazer um longa e depois continuar a história através de um seriado de TV(acredite, a história é grande).

Disso podemos concluir que provavelmente teremos um ator meio desconhecido fazendo o papel de Roland. Eu concluo isso pelo menos, porque fazer um filme e se engajar em um seriado não é qualquer ator que vai aceitar, principalmente os mais badalados. A não ser que não sejam os mesmos atores, mas bem, aí não fica muito bom.

Aliás, fica a pergunta: quem seria um bom novo Eastwood pra fazer o papel de Roland? Não consigo pensar em ninguém no momento…

Fontes: [ Omelete ] e [ Jovem Nerd ]

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