Vivendo em tempos onde Hollywood lança filme atrás de filme, explorando franquias até a última gota, criando besteiróus(ou seria besteiroles? ou besteiróis?) a cada American qualquer-coisa que consigam, remakes de filmes lançados a menos de 5 anos, reboot de franquias, chupinhagem de boas histórias de quadrinhos e ainda, assassinato de histórias de jogos de vídeo-games, eu pergunto: como você escolhe seus filmes? Ou você simplesmente vê o que passa na sessão da tarde?
Isso que citei somente filmes que saem da gigante norte-americana. Temos ainda filmes alternativos, de baixo orçamento, filmes de Bollywood, enfim, uma infinidade de películas. Existem muito mais horas de filmes gravados do que é possível que você assista durante uma vida, e sendo assim, é necessário escolher o que você vê – obviamente no caso de que você goste de filmes como este humilde chicleteiro.
Há uma regra-senso-comum que quase sempre funciona na escolha de um bom filme: o elenco. Eu digo que quase funciona porque ela já é tão senso comum que as produtoras se aproveitam disso pra promover filmes porcaria. Mais ou menos no estilo: se tem o Dustin Hoffman no elenco, filme ruim não deve ser. Normalmente é uma boa regra se você conhece o elenco, ou o ator/atriz predileto, mas é claro que até uma estrela cinematográfica pode fazer uma escolha ruim. Acontece, Nicholas Cage que o diga.
Mas e quando você não conhece pessoa alguma do elenco? Não tem como usar a primeira regra. Então, partimos pra segunda regra: o diretor. Nesse ponto mais da metade da população cai fora, porque não são todos que percebem quem está na direção, mas é algo importantíssimo. Se você conhecer a obra de tal diretor, provavelmente ele não vai te decepcionar.
Aqui a coisa começa a ficar mais obscura. Chuto pelo sistema chicleteiro de estatísticas e grudes aleatórios, que 90% da população escolhe(quando escolhe) seus filmes por essas duas primeiras regras, ou por indicação de amigos/parentes/conhecidos/primo da vizinha.
Só que há outros indicadores de que um filme pode ser bom. Produtor é um exemplo. Vou dar fato: sabe o filme A Garota Da Capa Vermelha, que num primeiro olhar parece uma bomba por ser dirigido pela mesma diretora de Crepúsculo? Então, não é um filme ruim. Eu decidi ver o filme porque o produtor executivo é Leonardo DiCaprio, que é extremamente competente.
É claro que de vez em quando você tem que arriscar, pois não há como conhecer todo mundo na indústria, e há de se dar chance a novas promessas.
Por último há ainda a opção de ler críticas e resenhas – o que dá mais trabalho, diga-se de passagem. Mas eu não digo crítica qualquer, porque senão você pode cair na cilada(é uma bilada, cino!) de pegar um crítico Milton Neves. Falo de uma crítica/resenha que te dê direções se você vai gostar ou não do filme, que não seja uma tentativa imparcial. É o que tentamos fazer aqui no chiclete, mas esse não é um texto propaganda(o chiclete nem vai me pagar nada mesmo :P ). Seja no chiclete, no Omelete, no MRG ou Cinema com Rapadura, o que importa é se você confia em quem está falando, ou se, no mínimo, sabe escutar uma opinião contrária e mesmo assim definir se serve ou não pra você.
É claro que esse não é um texto definitivo e muito menos serve pra 100% do filmes, mas garanto que com um pouco de cuidado, a qualidade do que você assiste vai melhorar assustadoramente. Pra você, que é o que interessa.