[Resenha] ParaNorman
Devo confessar que as vezes eu me sinto quase culpado pela nota que dou para um determinado filme. Eu tenho a habilidade de saber julgar um filme pelo que ele é, então se eu vou assistir um filme de comédia, eu entendo que estou indo para rir e me divertir e se esse filme faz isso com maestria ele deve receber nota máxima, afinal de contas, não estou atrás de um filme que vá mudar minha vida com alguma moral tocante, mas fico pensando naqueles grandes filmes que acabam por entrar pra história e que merecem nota máxima. Por fim fico com essa “culpa” imaginando se eu devo alçar um filme aparentemente “comum” a categoria desses “imortais”. Mas vamos conversar mais, para ver aonde quero chegar.
ParaNorman conta a história de Norman, um garoto aparentemente simples que tem a habilidade paranormal (sacaram?) de ver e se comunicar com espíritos. Por causa disso ele é considerado uma aberração na sua cidade, sendo descriminado até mesmo pelo seu pai. Mas Norman, apesar de ser um garoto triste e introvertido, parece não se importar com isso, ou pelo menos já está tão acostumado que acaba não ligando.
Na trama, na pequena cidade onde mora, uma bruxa foi enforcada pelos cidadãos e esse é um motivo de celebração da cidade, onde todo ano as pessoas se lembram e festejam o aniversário da morte da bruxa. Acontece que existe uma maldição, em que neste aniversário os mortos sairão de suas covas para atormentar a cidade. E claro, o único que pode acabar com essa maldição é Norman, pois ele é o único da cidade que pode conversar com os espíritos e consequentemente com a bruxa.
Com isso em mente o que vi se desenrolar na telona do cinema foi de encher os olhos.
Logo no começo o filme me conquistou quando Norman pede ao seu pai para aumentar o termostato por causa da sua avó, e o que se segue dessa cena, e olha que eu sabia no que estava me metendo. O filme é muito divertido de se assistir, muito engraçado (eu literalmente chorei de rir em três cenas do filme) e ainda assim possui uma história um pouco dramática, focando nos problemas do jovem Norman e posteriormente no da bruxa e o que os cidadãos de antigamente tiveram de fazer. O roteiro é redondinho e bem medido nessas partes que envolvem o drama e a comédia e até mesmo um pouco do terror, chegando a criar situações de suspense. O personagem Norman é muito bem pensado. Ele é um aficionado por filmes de zumbis/terror e o filme trata de fazer várias referências a outros grandes filmes/séries de terror, indo desde A Noite dos Mortos Vivos, Scooby-Doo, e até um pouco com as histórias de zumbis mais recentes, levando em conta a reação da população, e isso é muito legal.
Tecnicamente o filme é também de encher os olhos, ele é feito usando a técnica do stop-motion (aquela de tirar uma foto, mexer o braço um milímetro, tirar outra foto e por ai vai) e com alguns toques de computação gráfica, pelo menos eu acredito que os fantasmas não são de massinha, ou o furacão lá da bruxa. Só acho que o 3D deveria ter sido mais usado, mas isso não é exatamente um problema, é questão de gosto, já que ele ficou bem legal.
E é aqui que entra meu entrave. Qual deveria ser a nota desse filme que considerei fantástico, mas que ainda assim parece ser um filme “bestinha para crianças”? Inclusive devo deixar claro que esse não é um filme para criançinhas, ele chega a tratar de forma sutil assuntos de caráter sexuais e até mesmo homossexuais.
Por isso eu acho que devo apostar na minha teoria de que um filme deve ser julgado pelo que ele é e não do que ele representa comparado a outros. E ParaNorman é isso, um filme engraçado, divertido e inteligente.
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Informações Técnicas:
Título Original: ParaNorman
Título no Brasil: ParaNorman
Direção: Chris Butler e Sam Fell
Gênero: Comédia
Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento: 2012
Origem: EUA
Grude: 

















