Arquivo Comédia | Chiclete na Poltrona
set 14 2012

[Resenha] ParaNorman

por André Soares

Devo confessar que as vezes eu me sinto quase culpado pela nota que dou para um determinado filme. Eu tenho a habilidade de saber julgar um filme pelo que ele é, então se eu vou assistir um filme de comédia, eu entendo que estou indo para rir e me divertir e se esse filme faz isso com maestria ele deve receber nota máxima, afinal de contas, não estou atrás de um filme que vá mudar minha vida com alguma moral tocante, mas fico pensando naqueles grandes filmes que acabam por entrar pra história e que merecem nota máxima. Por fim fico com essa “culpa” imaginando se eu devo alçar um filme aparentemente “comum” a categoria desses “imortais”. Mas vamos conversar mais, para ver aonde quero chegar.

ParaNorman conta a história de Norman, um garoto aparentemente simples que tem a habilidade paranormal (sacaram?) de ver e se comunicar com espíritos. Por causa disso ele é considerado uma aberração na sua cidade, sendo descriminado até mesmo pelo seu pai. Mas Norman, apesar de ser um garoto triste e introvertido, parece não se importar com isso, ou pelo menos já está tão acostumado que acaba não ligando.

Na trama, na pequena cidade onde mora, uma bruxa foi enforcada pelos cidadãos e esse é um motivo de celebração da cidade, onde todo ano as pessoas se lembram e festejam o aniversário da morte da bruxa. Acontece que existe uma maldição, em que neste aniversário os mortos sairão de suas covas para atormentar a cidade. E claro, o único que pode acabar com essa maldição é Norman, pois ele é o único da cidade que pode conversar com os espíritos e consequentemente com a bruxa.

Com isso em mente o que vi se desenrolar na telona do cinema foi de encher os olhos.

Logo no começo o filme me conquistou quando Norman pede ao seu pai para aumentar o termostato por causa da sua avó, e o que se segue dessa cena, e olha que eu sabia no que estava me metendo.  O filme é muito divertido de se assistir, muito engraçado (eu literalmente chorei de rir em três cenas do filme) e ainda assim possui uma história um pouco dramática, focando nos problemas do jovem Norman e posteriormente no da bruxa e o que os cidadãos de antigamente tiveram de fazer. O roteiro é redondinho e bem medido nessas partes que envolvem o drama e a comédia e até mesmo um pouco do terror, chegando a criar situações de suspense. O personagem Norman é muito bem pensado. Ele é um aficionado por filmes de zumbis/terror e o filme trata de fazer várias referências a outros grandes filmes/séries de terror, indo desde A Noite dos Mortos Vivos, Scooby-Doo, e até um pouco com as histórias de zumbis mais recentes, levando em conta a reação da população, e isso é muito legal.

Tecnicamente o filme é também de encher os olhos, ele é feito usando a técnica do stop-motion (aquela de tirar uma foto, mexer o braço um milímetro, tirar outra foto e por ai vai) e com alguns toques de computação gráfica, pelo menos eu acredito que os fantasmas não são de massinha, ou o furacão lá da bruxa. Só acho que o 3D deveria ter sido mais usado, mas isso não é exatamente um problema, é questão de gosto, já que ele ficou bem legal.

E é aqui que entra meu entrave. Qual deveria ser a nota desse filme que considerei fantástico, mas que ainda assim parece ser um filme “bestinha para crianças”? Inclusive devo deixar claro que esse não é um filme para criançinhas, ele chega a tratar de forma sutil assuntos de caráter sexuais e até mesmo homossexuais.

Por isso eu acho que devo apostar na minha teoria de que um filme deve ser julgado pelo que ele é e não do que ele representa comparado a outros. E ParaNorman é isso, um filme engraçado, divertido e inteligente.

Informações Técnicas:

Título Original: ParaNorman

Título no Brasil: ParaNorman

Direção: Chris Butler e Sam Fell

Gênero: Comédia

Duração: 92 minutos

Ano de Lançamento: 2012

Origem: EUA

Grude: ★★★★★

 

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jul 27 2012

Jurassic Park 4 não vai sair, ou melhor, só depois de 2012

por Bruno Pedrassani

Pra quem é fã da série, boa notícia: Frank Marshall, produtor, prometeu que o quarto filme vai sair. Mas pra quem sabe que o mundo vai acabar esse ano, a notícia é ruim, pois a “promessa” é que o novo filme dinossáurico(yes!) saia só daqui a quatro anos.

Eu não sou um fã da série, porque achei o segundo e terceiro filmes bem fraquinhos. Não ruins, mas fraquinhos. Agora, o primeiro, meu amigo, aquilo foi uma sessão pipoca de animar qualquer um, e garanto que todos se lembram dessa cena até hoje:

Le Adevogadro Cagón

Marshall disse ainda que o quarto filme será uma continuação, e não um remake. Spielberg volta somente como produtor dessa vez, e o roteiro será de Rick Jaffa e Amanda Silver, a dupla do Planeta dos Macacos – A Origem. Particularmente, fico feliz em ver essa dupla roteirizando, talvez o quarto Jurassic faça jus ao primeiro filme da franquia.

Agora é esperar pra ver, e quem viver, verá!

Fonte [ águas termais de Santa Luzia ]

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jul 12 2012

[Resenha] The Three Stooges (Os Três Patetas)

por Ricardo Lopes

Fazia algum tempo desde que tinha visto que sairia uma espécie de remake  d’Os Três Patetas. E isso já me deixou feliz, principalmente quando vi a foto da propaganda e a incrível semelhança dos atores. Olhe a imagem comparando aí embaixo.

Pra quem nunca ouviu falar (acho difícil, mas sempre tem) The Three Stooges foi um grupo de atores/comediantes que faziam curta-metragens entre 1922 à 1970.  O trabalho dos três era bem pastelão, e consistia em um humor de falsa física (aquelas porradas encenadas hehe).

Bom, mas falando agora do ramake, o mesmo foi produzido e dirigido pelos irmãos Farrelly. Já mencionei a incrível semelhança dos atores Sean Hayes, Will Sasso e Chris Diamantopoulos interpretando Larry, Curly e Moe respectivamente. E outra, as atuações deles estão praticamente impecáveis. Você vê o mesmo tipo de interpretação dos originais, parece até que são eles que estão lá. Os efeitos sonoros te trazem em uma nostalgia imensa. É claro que quando criança a gente rir com qualquer besteira, e não vou aqui dizer que você vai bolar de rir, mas me fez rir e me trouxe uma sensação muito boa da minha infância. Poder rever este formato de curta, agora colorido e qualidade HD é muito bom. Não que a imagem preto e branca seja ruim, mas realmente valeu apena assistir.

Bom, se você conhece os três, e assim como eu gostava de assistir… pode conferir este filme. Vale a pena. Vou da um destaque aqui para os diretores, que ao fim do filme aparecem e mostram que o material feito no filme não é de verdade e mostram até como é feito a sincronização com os sons. Bem legal mesmo. Nisso, eu fiquei pensando… Será que naquela época as crianças resolviam brincar da mesma forma que os três amigos faziam? Porque eu acho que não tinha esses “warning” ao fim do filme hehehe.

Informações Técnicas:

Título Original: The Three Stooges

Título no Brasil: Os Três Patetas

Direção: Bobby Farrelly e Peter Farrelly

Gênero: Comédia

Ano de Lançamento: 2012

Duração: 92 minutos

Grude: ★★★½☆

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mai 16 2012

[Resenha] Compramos um Zoológico

por Ricardo Lopes

Confesso que quando ouvi falar desse filme imaginava algo bem infantil e besta, não dei muita atenção e acabei nem lendo a respeito do filme, nem mesmo a sinopse eu “animei” de ir atrás olhar. Sem muito o que fazer resolvi assisti e me surpreendi com a qualidade do filme.

Compramos um Zoológico trata-se exatamente sobre o que o próprio título já diz. Benjamin Mee (Matt Damon) e seus dois filhos Dylan (Colin Ford) e Katherine (Stephanie Szostak) vivem momento difícil após a perda recente da mãe. Tentando recomeçar do zero, eles acabam se mudando e adquirindo um zoológico aparentemente passando por maus bocados. Benjamim sempre aventureiro resolve investir todas as suas economias para restaurar o zoológico sem mesmo entender do assunto, apenas com a ajuda dos funcionários. Destaque aqui para a sexy Kelly Foster (Scarlett Johansson) zeladora do Zoo.

O filme é carregado de sentimentos familiares, a dificuldade de um pai tentando dar conta da criação de dois filhos pequenos e ao mesmo tempo lidar com todo o trabalho de reerguer um zoológico. Dando uma pesquisada pelas interwebs, vi que colocaram como sendo uma comédia, mas eu não sei de onde tiraram isso porque não tem nada de engraçado no filme. Tá mais pra uma aventura misturado com drama. Então se vocês forem assistir e virem comédia nas informações do filme, não se iluda. Procure outro filme se quiser achar graça.

Vale ressaltar a boa atuação dos protagonistas como Matt Damon, Scarlett Johansson e a graça da Stephanie Szostak, que convencem em seus papéis e trazem credibilidade ao filme. Acredito que se tivessem colocado um ator bem meia boca, poderia ser que eles acertassem em chamar este filme de comédia.

É um bom filme, divertido de assistir e conta com uma história interessante. Ah ! Vale lembrar que só depois que terminou o filme que acabei descobrindo que o Zoológico existe, e este filme foi baseado em fatos reais. Então, fica a dica!

Informações Técnicas:

Título Original: We Bought a Zoo

Título no Brasil: Compramos um Zoológico (dessa vez traduziram ao pé da letra)

Direção: Cameron Crowe

Tempo de Duração: 124 minutos

Gênero: Comédia? (Não mesmo. Eu chuto aventura)

Ano de Lançamento: 2012

Grude: ★★★☆☆

 

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abr 21 2012

[Resenha] Billi Pig

por Alexandre [Cabeça]

Sem lógica. Estranho começar um texto com um parecer tão seco assim, mas foi a ideia que me acompanhou quando saí do cinema após assistir a Billi Pig. Sem lógica. Na verdade nem sei porque quis ver o filme, pois o trailer não me trazia nada que me motivasse a assistí-lo. Mas, como bom entusiasta das nossas produções, lá fui eu.


A trama gira em torno de 3 personagens: Marivalda, Wanderley e o padre Roberval. Ela é uma aspirante ao sucesso. Sonha em ser atriz. Wanderley, seu marido, é dono de uma pequena empresa de seguros que funciona nos fundos de sua casa. Não tem muita ambição. Padre Roberval é um padre não-praticante que é mais conhecido pelos milagres que dizem que ele é responsável. Além dos 3 personagens, há um quarto que, em tese, teria igual importância no filme, que é o porco de estimação de Marivalda, o famigerado Billi. Marivalda tem suas atitudes guiadas pelos conselhos do porco e o bicho parece não gostar muito do marido dela. Constantemente ele sugere que ela deve abandonar seu homem. Após uma crise, Marivalda dá um ultimato ao marido para que ele dê um jeito de tornar a vida deles mais confortável e é aí que a trama começa a se emaranhar e Wanderley começa a se mostrar um profissional da lábia. Nessa altura ele tinha acabado de conhecer o Padre Roberval, uma amizade estabelecida com propósitos financeiros pros dois lados. O Padre foi escolhido pra ajudar Wanderley a operar um milagre: salvar a filha de um bicheiro da morte.

O filme segue essa sequencia aí, que por esse resumo dá a entender que o negócio é trash. Perceberam que eu só falo de Marivalda no começo da sinopse? Porque é isso mesmo. O destaque que é dado ao drama dela fica esquecido em quase toda a trama. O Billi, que é quem carrega o nome da estória, é tão importante pra trama quanto Marivalda, ou seja, nada. Os objetivos que cada um dos protagonistas têm se confundem, ou nos confundem, e ficamos meio sem entender qual o papel de cada um. Marivalda não queria a fama? Por que agora não quer mais? Ou ainda quer? Wanderley quer ficar rico como? Sendo agente de um milagreiro? E o milagreiro, está arrependido do seu passado ou não? Billi, the Pig, é mau ou bom? Não sei. Saí sem saber ao certo o que os caras que idealizaram o filme queriam. Um enredo que vai do nada ao lugar nenhum.
Há trocentos personagens que dão suporte à trama, sem histórias, que servem meio como tapa-buracos, como as assistentes do Wanderley, a dona da funerária e seu assistente, etc. As cenas em que eles participam não acrescentam e não influenciam em nada a história. É pra causar a risada casual e ocupar o espaço que a trama principal não consegue. Vale destacar que os caras estão muito bem nos papéis, o Selton, o Milton, como era de se esperar, e até Grazi não faz feio.

Como já disse, curto e valorizo muito as tramas produzidas em nossa terra. Só que esse negócio de fazer filme a toque de caixa, sem um propósito claro, acaba empobrecendo nossa cinameteca e gerando críticas duríssimas às produções nacionais. Os produtores acreditam que colocar artista de renome nas tramas é sinônimo de sucesso. Pode até ser sucesso, na bilheteria, pois, assim como eu, os desavisados se iludem com um elenco de peso e acabam prestigiando. Mas não é o sucesso real, pois o mais importante não foi atingido, a satisfação do espectador.

Informações
Título no Brasil:  Billi Pig
Gênero:  Comédia
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento:  2012
Direção:  José Eduardo Belmonte

Grude: ★★☆☆☆

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