[Resenha] Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua
“I am Optimus Prime, and I send this message to any surviving Autobots taking refuge among the stars. We are here. We are waiting.”
Com o objetivo de fazer um filme mais sombrio, mais crível(se é que isso é possível com robôs gigantes) e com maior desenvolvimento dos personagens, Michael Bay retorna – e já adiciono aqui um muito bem – com a série Transformers, em Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua.
O filme já me pegou de início. Além de mostrar partes da guerra final entre Autobots e Decepticons no planeta deles, Cybertron, Transformers 3 dá um outro sentido totalmente diferente à corrida espacial(o que pode ser assumido até pelo nome do filme, e pra quem não sabe o que é o Lado Oculto da Lua, procure!). Pode até não fazer muito sentido com a história cinematográfica da série, mas isso é Michael Bay e robôs gigantes alienígenas. Nada faz muito sentido.
Apesar das explicações iniciais do filme, você não sabe qual o rumo que o mesmo vai tomar, e isso é muito, muito bom. Se os filmes anteriores pecaram em ter um roteiro simples e muitas vezes previsível, este não sofre(tanto) do mesmo mal.
Sam Witwicky(Shia LaBeouf), após salvar o mundo duas vezes, agora sofre do mal do desemprego. Ele terminou a faculdade mas não consegue encontrar um emprego que “faça a diferença”. Pra ajudar(ou não), ele foi abandonado pela Mickaela(interpretada pela Megan Fox nos outros filmes), mas como a dor de amor é só com outro amor que a gente cura, agora ele está com a estonteante Carly Spencer(a delícia da Rosie Huntington-Whiteley).
Os Autobots ajudam os governos mundiais a manter a paz na Terra, cederam algumas tecnologias para os humanos, tudo aparentemente caminha bem para a humanidade. Mas é como diz o ditado, antes da tempestade, vem a bonanza.
Megatron(voz do Mr. Smith – digo – Hugo Weaving) está refugiado, agindo e esperando o momento certo. Enquanto isso, Witwicky consegue um emprego com o sensacional John Malkovich(quem liga pro personagem dele? Ele entra e sai em tipo, 10 minutos de filme) e recebe uma mensagem de Jerry(Ken Jeong) de que os Decepticons estão de volta e tem um plano.
Não gosto muito das atuações do LaBife LaBeuf, mas confesso que em Transformers funciona. Rosie também não é um exemplo de atuação, mas bem, ela não está ali pra isso exatamente. Agora, John Turturro, John Malkovich e Alan Tudyk salvam nas atuações, por menores que sejam. Aliados a vozes de peso como Peter Cullen(Optimus Prime), Hugo Weaving(Megatron) e Leonard Nimoy(Sentinel Prime[este, aliás, é a própria cara do Nimoy]), podemos dizer que o filme tem um grande elenco(se é que isso diz alguma coisa).
Agora, o que eu mais pensei vendo o filme foi “pqp, Michael Bay SABE fazer um blockbuster”. Cenas ininterruptas de ação, fotografia excelente, e o melhor, efeitos especiais fantásticos, dão a tônica do filme. Algumas cenas de humor dos ex-Decepticons Wheelie e Brains também são muito boas, e dessa vez a história além de me convencer, tem uma profundidade agradável(ela pelo menos passa do nível “pisei no chão”). Vários plot twists ajudam o roteiro, e amigos, robôs gigantes se transformando-destransformando-transformando no meio da batalha é sensacional.
Aliás, dou um destaque pro Shockwave e seu animal de estimação, o Driller. Driller parece um daqueles vermes malditos, mas essa dupla ficou realmente mortal e legal de ver.
Quanto ao 3D, confesso que a primeira cena do filme já me convenceu que o 3D era bom. Não é aquele 3D de (só) ficar saltando coisas da tela, mas sim, aquele 3D que te dá profundidade, que te conta mais do filme. É o 3D que gostamos de ver, é o 3D filmado – e não convertido em pós-produção. Nas batalhas então, um excelente 3D com excelentes efeitos especiais fazem de Transformers 3 uma experiência magnífica. Aliás, 3D dessa qualidade eu só vi em Avatar mesmo, e um pouquinho em Tron.
Se vale a pena assistir? Definitivamente. O final do filme aponta um final pra série, e a pergunta(e resposta!) final de Megatron a Optimus é muito boa. Aliás, assistirei novamente essa semana, mas dessa vez vai ser no IMAX. Poucos são os filmes realmente bons que valem o ingresso do IMAX, e esse é um deles. Falhas de roteiro? Quem se importa num filme de robôs gigantes? É o mesmo que reclamar dos efeitos especiais e das falhas de roteiro de Chaves. Você simplesmente aceita e curte, nada mais, nada menos.
Informações Técnicas:
Título Original: Transformers: Dark Of The Moon
Título no Brasil: Transformers: O Lado Oculto da Lua (ou Transformers 3)
Direção: Michael Bay
Gênero: Aventura/Ação
Duração: 155 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Origem: EUA
3D? Definitivamente SIM
Grude: 




PS: as referências a Pink Floyd no filme são muito boas!




Add to Google


julho 4th, 2011 em 09:13
"Falhas de roteiro? Quem se importa num filme de robôs gigantes? É o mesmo que reclamar dos efeitos especiais e das falhas de roteiro de Chaves. Você simplesmente aceita e curte, nada mais, nada menos."
HEUAHEUAHUE não dá nem pra discutir.
julho 4th, 2011 em 09:16
Hahahahaha, e não é? Ou vai dizer que tu vai ver Transformers esperando que ele te revele o sentido da vida e tudo o mais? AHHAHAHA
julho 4th, 2011 em 09:18
hahahaha com certeza não dá né?
julho 4th, 2011 em 09:17
Quais as referências a Pink Floyd? Se bem que nem curto a banda. huehaueuha
julho 4th, 2011 em 12:10
Eu vi um comentário pelas interwebs e achei o mais correto de todos:
"É desligar o cérebro e curtir o filme"
julho 4th, 2011 em 13:09
Excelente texto manolo. Concordo praticamente em tudo.
Os efeitos e batalhas são tão bons e divertidos que o cara esquece rapidinho das falhas.
Achei o começo muito foda também. Sou fã dessas paradas espaciais futuristas e fictícias. Um filme focado nessa época da guerra (assim como o jogo War For Cybertron) ficaria muito irado.
O filme é longo (muitas cenas dispensáveis) mas ver os robôs se estraçalhando na tela nunca é demais, e no final era só o que se via haha.
Já sobre o roteiro, bem, a proposta do filme sempre foi essa. Realmente nao da pra exigir muito. Achei exagero da parte de alguns críticos condenando o filme inteiro por causa disso.
E o 3D estava muito bom mesmo. Curou meu trauma adquirido com o de Thor.
julho 4th, 2011 em 14:14
Então amigo, é isso aí mesmo. Nego tem que ver a proposta do filme antes de fazer a crítica Milton Neves. O cidadão lá simplesmente esculachou TUDO do filme só porque ele não trouxe a profundidade de um filme cult francês. Por favor, pra mim isso é o mesmo que matérias sensacionalistas: só servem pra dar impacto e "vender" com isso.
E Ricardo, se tu concorda com a frase do Chaves e essa de desligar o cérebro, como tu também concorda com o cara lá? Não faz sentido!
julho 4th, 2011 em 15:00
Concordo em partes então. O problema é que vocês ou é 8 ou 80.
Agora a crítica Milton Neves foi a melhor. hahaha
julho 5th, 2011 em 01:45
Vocês tinham que ter visto Avatar em 3D. Esse foi uma experiência foda de 3D.
julho 4th, 2011 em 20:18
Fora fato dos atores não se arranharem nem naquela cena do prédio que eles brincam de tobogã em meio a cacos de vidro… Essa resenha só me decepcionou pq o cara aí, veio me lembrar que IMAX e Mossoró-RN ficam a léguas!!! BUÀÀÀ
julho 5th, 2011 em 01:43
Ahahaha. Teve várias falhas, inegável. A parte que eles balançam a Carly pra que ela caia na parte de baixo ficou tão artificial que só faltou ver a corda segurando ela. Outra: o LaBife começa a correr, e fica todo sujo, estrupiado depois que caem e tudo o mais, mas a Carly continua limpa e maravilhosa. HAHAHAHAHAHA.
outubro 23rd, 2011 em 21:45
Esse filme é uma porcaria. Roteiro pobre. Furos na narrativa.
Resumo: carros, uma gostosa, um mocinho lesado querendo aparecer, destruição e muitos muitos slowmotions. Bata isso no liquidificador e você vende mediocridade por bilhoes de dólares .
outubro 24th, 2011 em 00:34
Creio que a intenção seja essa mesmo, nada mais além de entreter o espectador.
abril 19th, 2012 em 19:46
[...] Transformers 3 [...]