| Chiclete na Poltrona
set 1 2010

State of Play – Intrigas de Estado

por Ricardo Costa

Já assistiu um filme neste meio de semana? Não? Pois vá a locadora e pegue “Intrigas de Estado”.

Para quem não viu ainda, o filme é baseado em uma série de Tv inglesa que mostra a vida de alguns jornalistas trabalhando ao lado de um detetive. O filme segue na mesma linha, porém mudando os ares da Europa (Londres) pela América (Washigton D.C).

Girando em torno de um congressista americano (Ben Affleck) e um jornalista (Russell Crowe) – que ta mais para detetive do que outra coisa – Intrigas de Estado trás consigo uma trama bastante comum em suspenses policiais. Sim, aqueles fatos que ocorrem e alguem vai tentar descobrir algo a respeito e acaba descobrindo outras coisas no mesmo caso vendo que a coisa ta mais feia do que parece. (Bem típico de série também né?)

Mas enfim, voltando ao filme…

Foi lançado em 2009 com a direção de Kevin MacDonald ( O mesmo de “O último rei da Escócia) e tem no elenco ótimos atores como Russell Crowe e Ben Affleck.

O filme é bastante dinâmico, sempre aparecendo novos acontecimentos que nos deixa querendo descobrir o que tem de errado na história, quem está mentindo, se é verdade ou mentira e isso acaba nos predendo a atenção.

Um ótimo suspense que eu indico aqui para vocês ! Espero que gostem assim como eu gostei.

Trailer aí embaixo:

Informações:

Título Original: State of Play

Gênero: Suspense/Policial/Drama

Duração: 122 minutos

Direção: Kevin MacDonald

Ano de Lançamento: 2009

Grude: ★★★½☆

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ago 23 2010

O Último Mestre do Ar não é tão ruim quanto pintam

por Bruno Pedrassani

Sempre digo que M.Night Shyamalan é um cara azarado. Ele lançou sua masterpiece(O Sexto Sentido, pros desavisados) muito cedo, e agora toda vez que lança algum filme, a inevitável comparação com seu primogênito(ou quase) faz com que todos os outros pareçam porcaria. Perceba, caro leitor, que Corpo Fechado, Sinais, A Vila, A Dama Na Água e Fim dos Tempos não foram filmes ruins. Particularmente gostei bastante do Fim dos Tempos, acho que o que recebeu as piores críticas, mas veja que comparando qualquer um desses com O Sexto Sentido, parece que eles são porcaria.

E O Último Mestre do Ar não foge à regra anterior. É um filme de ação com muitos elementos Zen, e acho que funciona relativamente bem. Ele é baseado na séria animada Avatar: The Last Airbender, só que não pode ser chamado de Avatar por causa do outro filme lá, aquele 3D que se chama Avatar. Inclusive acho que a tradução do desenho pra cá veio como Avatar: A Lenda de Aang, o que acho uma bela porcaria. O Último Mestre do Ar é bem mais pomposo.

O Último Mestre do Ar

Mas voltando ao filme, fica bem claro que é um filme da Nickelodeon, ou seja, ele tem uma pegada mais infantil. Isso não quer dizer que é melhor ou pior, é somente uma característica. Agora, se tem algo muito bom no filme são os movimentos, ou as “danças” que os dominadores fazem pra controlar os elementos, e as cenas de batalhas que foram muito bem coregrafadas.

O Último Mestre do Ar funciona como filme, e é uma boa diversão. Há vários clichês, e no começo pode parecer estranho uma criança batendo em todo mundo, mas se não tiver preconceitos, poderá no mínimo apreciar a obra.

Pra ser bem sincero, ao ver o final desse filme, passei a aguardar a sequência do mesmo. A história promete ficar melhor.

ATENÇÃO: CASO ESTEJA PENSANDO EM ASSISTIR ESSE FILME EM 3D, CAIA FORA! É UMA CILADA BINO! HÁ ABSOLUTAMENTE NADA DE 3D NO FILME, NEM PROFUNDIDADE EXISTE DIREITO. O FILME É BOM PRA SER VISTO, MAS GASTAR R$6 A MAIS POR UM 3D INEXISTENTE, NÃO VALE A PENA. A não ser pelos trailers.

Informações:
Título Original: The Last Airbender
Gênero: Ação Zen(?!?)
Duração: 103 minutos
Direção: M. Night Shyamalan
Ano de Lançamento: 2010
Grude: ★★★½☆

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jul 29 2010

Repo Men – Os Coletores

por Marcos Costa

Aproveitando o embalo da composição (?) da minha monografia – que não faço ideia de quando ficará pronta – vos trago mais um filme aqui no Chiclete.

Repo Men

O post de hoje é sobre Repo Men (mesmo nome no original). Dirigido por Miguel Sapochnik, que eu não conhecia até então, o filme traz um tema bem interessante. Em um futuro próximo (ok, 2056 não está tão próximo assim) uma empresa chamada “The Union” possui tecnologia para criar qualquer órgão do corpo humano. O problema é que, aproveitando-se do desespero dos clientes para continuar vivendo, ela os vende a preços exorbitantes e juros mais ridículos ainda.  O cliente então assina sem pensar duas vezes. Bom, aí é que vem a pegadinha. Geralmente os compradores não conseguem pagar em dia as gordas parcelas da sua vida, então a empresa simplesmente manda uns caras atrás deles para pegar o órgão de volta. Simples assim. Os coletores (repo men no filme) são responsáveis pelo trabalho sujo e abordam o inadimplente em qualquer lugar, fazendo todo o processo no mesmo local. Remy (Jude Law - Sherlock HolmesO Mundo Imaginário de dr. Parnassus e, só para citar, o sensacional Círculo de Fogo) e seu parceiro Jake (Forest Whitaker - O Último Rei da Escócia, a série The Shield, entre outros) são dois desses coletores e, para eles, fazer isso é completamente normal. Até que…

Repo Men

Mecânicos voltam do trabalho sujos de graxa, já os repo men...

Sim, acontece algo com Remy, que vai passar a precisar de um desses órgãos artificiais. Um coração para ser mais exato. Então ele passa de caçador a caça. É, a base da história é bem manjada (a mesma de Avatar e muitos outros), mas a ambientação e os assuntos abordados que fazem a diferença desse filme. Primeiro vem o abuso da The Union ao oferecer serviços desse tipo por um preço tão alto, aproveitando-se da necessidade dos clientes. Não importa se você não consegue pagar, o importante é comprar e dar dinheiro à empresa. Vemos isso todos os dias, infelizmente. Seja pra comprar um sapato na lojinha do centro ou para fazer um financiamento no banco pr’aquela casa própria que você tanto deseja. Nas palavras do melhor coletor da empresa:

Não pode pagar pelo seu carro, o banco toma de volta. Não pode pagar pela sua casa, o banco toma de volta. Não pode pagar pelo seu fígado… Bem, é aí que eu entro.

Remy acaba eventualmente tornando-se um dos integrantes da lista negra da empresa e parte em fuga. É aquela velha situação, ninguém liga para certos problemas que existem na sociedade. Você simplesmente os ignora. Até eles passam a ser os seus problemas também…

Bom, mas o que seria de um filme como esse sem um pequeno romance? Pois é.. Durante a fuga Remy acaba encontrando Beth (interpretada por Alice Braga, aquela brasileira que fez Eu Sou A Lenda ao lado de Will Smith), que também está endividada com a empresa. Ela possui uma característica bem interessante, que eu não contarei aqui para não soltar spoiler. Juntos eles partem em uma missão suicida para acabar com toda essa putaria malandragem.

Repo Men

Um filme musical de rock (?²) chamado Repo! The Genetic Opera, (do diretor Darren Lynn Bousman, responsável por Jogos Mortais 2, 3 e 4 5 meia 7 8) lançado há dois anos, vejam bem, possui praticamente a mesma história. Incluindo o ano em que se passa toda a história e até o nome Repo Men dado aos coletores.  Entretanto, os responsáveis pelo mais recente dizem que o filme foi baseado em um livro chamado Repossession Mambo que só foi publicado em 2009. Hipocrisia? Boa pergunta.

Ah, e estejam avisados: o filme é sangrento. Não exageradamente sangrento como Jogos Mortais, mas tem bastante sangue, às vezes desnecessário, diga-se de passagem.

Enfim, o filme nos direciona ao pensamento de que vai ter um finalzinho como outro qualquer. Confesso que nos últimos minutos fui desanimando ao ver o rumo que o filme estava tomando. Então uma surpresa. Me pegou em cheio e aumentou a quantidade de chicletinhos no final deste post.

Informações

Nome Original: Repo Men
Data de Lançamento: 19 de Março de 2010
Direção: Miguel Sapochnik
Duração: 111 minutos.
Grude: ★★★★☆

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jul 27 2010

Os Vingadores e a besteira da Marvel

por Bruno Pedrassani

Pois então que o filme d’Os Vingadores está pra sair em 2012. Pois então que depois do tremendo sucesso do Homem de Ferro 1 e 2, já deve estar em pré-produção o Homem de Ferro 3(entrada no IMDB tem pelo menos). Pois então que os filmes baseados no universo Marvel estão cada vez melhores. Pois então que vem aí Thor e Capitão América em 2011. Pois então que cansei de dar nomes e links do imdb.

Tudo isso parece muito bom, muito bem. Há trailers soltos aí pela interwebs de todos(ou quase) os filmes, é só dar uma procurada nos iutúbius da vida que você acha.

Poster fan-made bacanudo chupinhado do mega-boga Jovem Nerd

Com toda essa informação, pergunto:

POR QUE RAIOS VÃO MUDAR DE NOVO O ATOR DO HULK? (em negrito e capitalizado pra vocês perceberem a revolta)

Está certo que o Hulk(olha outro link pro IMDB!) vivido por Eric Bana nos cinemas foi uma porcaria(pior que nem foi culpa dele, o ator é bom, o filme é que não ajudou). Mas o segundo Hulk(segundo porque estou falando dos novos somente, OK trolls?), vivido por Edward Norton, foi razoavelmente bom. OK, não foi aquele estouro como o Homem de Ferro, mas foi bom.

O que a Marvel alegou foi que Norton não estava “alinhado com o espírito criativo da equipe”, mas o agente do ator publicou uma nota dizendo que estavam em negociação para o filme d’Os Vingadores, e que Norton estava empolgado com o projeto, que iria pra Comic-Con, mas estavam vendo os valores(afinal, isso é negociação né?). Num belo dia a Marvel entrou em contato dizendo que iriam tomar outro rumo com o projeto, deixando Norton de fora.

Obviamente todos acharam que Norton não vai viver Hulk novamente por uma questão financeira. A declaração via Facebook do ator(pegadinha, não é um link pro Facebook não) não mudou em nada a situação, na qual ele somente disse que estava feliz por ter participado do projeto e blábláblá.

Está certo que com um elenco contanto contando com Robert Downey Jr(Tony Stark), Samuel L. Jackson(Nick Fury), Scarlett Johansson(Viúva Negra) e não sei mais quem tanto, já sai está saindo caro. Mas o Hulk foi o personagem que já teve mudança de ator, já sofre com crise de personalidade(arrá!), o mínimo que deveriam fazer é manter o Edward Norton, que é um puta ator, no papel.

OK, serei mais justo. Foi anunciado na Comic-Con que o ator de Hulk será Mark Ruffalo. Eu gosto do Ruffalo, tem bons filmes, bons papéis, mas o problema não é o ator novo escolhido, é simplesmente a falta de noção da Marvel em trocar de ator novamente. Bullshit!

EDIT: valeu ao Vinícius por indicar os erros ali em cima ó

Fontes: [Elenco completo no Cinema com Rapadura] [Revista Monet para o anúncio de Ruffalo e Edward Norton]

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jul 23 2010

Um dia de fúria

por Alexandre [Cabeça]

Falaí, seus chicleteiros!

Chegando aqui pra falar sobre um filme que não é nenhuma novidade, mas que tive o prazer de “redegustar” por esses dias. Estou falando de Um dia de fúria. Eu havia assistido ele há muito tempo, provavelmente em um “tela quente”, e, sem dar muita atenção ao tema, não curti. Nada melhor que o tempo, e nossas experiências, para compor um novo ponto de vista sobre qualquer obra…

O filme vai traçando um paralelo entre dois caras. Um, o policial Prendergast, vive seu último dia de trabalho, pois está prestes a se aposentar. O outro, William Foster, um homem abalado emocionalmente, perdeu seu emprego há pouco tempo e está indo ao encontro de sua ex-mulher e da filha, que mora com ela. Prendergast vai levando um dia tranquilo. Ele aparentemente abriu mão de atuar nas ruas respeitando um fato ocorrido com sua mulher, o que faz com que ele seja, de certa forma, depreciado por alguns colegas em seu serviço. Já William decidiu visitar a filha, pois é aniversário da menina. Ele parece não aceitar o fato de seu casamento ter acabado, mesmo que já há um certo tempo. Na ida ao encontro das duas, William vai se deparando com pequenas situações do cotidiano, que tirariam qualquer um do sério. Porém, ele parece movido por um sentimento de impassividade diante desses fatos, o que faz com que sua reação seja, digamos, não muito católica contra tudo e todos os que ele encontra a sua frente e que, de alguma maneira, o provocam. Por outro lado, Prendergast vai juntando as peças do quebra-cabeça pra localizar o homem que está tocando o terror por alguns bairros da cidade nesse dia.

As situações com as quais William se depara, são situações que todos nós encontramos no dia-a-dia. Vivemos no limiar da paciência. Vemos algumas cenas e depois fechamos os olhos, ou nem mesmo damos qualquer atenção. É preciso estar muito bem emocionalmente pra não extrapolar o padrão de comportamento aceitável para a sociedade. E ao passar do “ponto sem volta”, como o próprio protagonista afirma, é mais difícil voltar ao começo e tentar desfazer c@#$!gada do que levar adiante e aguentar as consequencias. Ao mesmo tempo o filme faz uma crítica ao mundo capitalista, egoísta, burocrático, indiferente aos problemas alheios, que vira às costas àqueles que contribuem para sua manutenção, que finge tratar o próximo com algum apreço, quando na verdade o que há é a relação cliente x consumidor no fim das contas. Diante disso tudo, pegar um William Foster pela frente, de bobeira por aí, não deve ser muito difícil. Também nem um pouco agradável…

Informações:
Título no Brasil: Um dia de fúria
Título Original: Falling Down
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento: 1993

Grude: ★★★★½

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